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Vender para mulheres é um bom negócio
Escrito por Época Negócios   
Qui, 02 de Setembro de 2010 17:00
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Sonia Hess, da Dudalina: investindo no mercado femininoMais de meio século vendendo apenas para homens, a camisaria Dudalina estreia, em setembro, no mercado feminino com uma certeza: as mulheres são ótimas clientes. Nas vendas prévias ao lançamento feitas em algumas lojas por Sonia Hess de Souza, sócia e presidente da empresa catarinense, a demanda superou a expectativa. “Quando vi as clientes comprando e voltando com a amiga ou a irmã para comprar mais, pensei: ‘Vender para mulher é um negócio muito bom”, diz Sonia.

Tão bom que a produção prevista para esse ano de 15 mil peças pulou para 45 mil. E não está se falando de uma ampla variedade de roupas para mulheres – como saias, blusas e vestidos. São 40 modelos somente de camisas no estilo clássico, com molde feminino mas tecido, golas e punhos que remetem ao universo masculino. Para falar a verdade, de babados e “frufrus”, Sonia quer distância. Ela diz que a mulher moderna não precisa mais de laços para se afirmar e conquistar seu espaço sem perder a feminilidade. “É mais uma questão de atitude”, diz.

Para o ano que vem, o diretor comercial Ilton Tarnowski planeja a fabricação de 200 mil peças em três coleções (inverno, verão e alto verão) mais uma linha de suéteres femininos. Ele adianta que uma linha de camisas pólo já está em estudo, mas ainda não há previsão de quando entrará em produção.

Sonia vai além das camisas e suéteres. Por enfrentar dificuldade para encontrar calças clássicas e jeans para usar, a empresária catarinense estuda a confecção de uma linha de calças 'vestíveis', como ela diz. “Nada de zíper desse tamanho [sinalizando com os dedos algo como cinco centímetros]. As roupas têm de vestir bem a mulher. Mas isso ainda são planos. É uma ideia que estamos amadurecendo”, afirma. Ela adianta que, apesar dos planos futuros, a coleção feminina não chegará a ter a variedade das três marcas masculinas da empresa – Dudalina, Individual e Base –, que produzem de camisas a sapatos, de bermudas a abotoaduras.

Investimento
Apesar do aumento na produção, hoje em torno de 2,6 milhões de peças por ano, a capacidade das quatro fábricas em Santa Catarina e no Paraná não teve de ser aumentada. Foi necessário investimento apenas em marketing e em outras áreas, o que chegou a R$ 400 mil. Para Tarnowski, uma importante mudança deverá acontecer nos pontos de venda que vendem as marcas da Dudalina. “Além de venderem roupas para homens, acredito que muitas lojas [essencialmente masculinas] passarão a vender a linha feminina”, afirma. “Acredito que a mulher vai gostar da mudança, porque ela já frequenta lojas de roupas masculinas”, diz, salientando que cerca de 50% das roupas da Dudalina são compradas por mulheres.

Enquanto planeja as próximas coleções para as mulheres, Sonia se prepara para abrir uma loja conceitual para os homens. Será em São Paulo e irá oferecer uma série de serviiços ­– como barbearia – para os clientes. Mais do que fabricar roupas, Sônia quer inovar no ponto de venda. Informações da Época Negócios

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