Home Brasil Política Dupla que forjou morte com ketchup se complica mais do que mandante na Bahia
Dupla que forjou morte com ketchup se complica mais do que mandante na Bahia
Escrito por IG   
Sex, 23 de Setembro de 2011 16:00

Lupita foi amordaçada e coberta por ketchup para simular sangueA dupla que forjou uma morte usando ketchup para enganar a suposta mandante do crime deve acabar levando a punição mais pesada do episódio, registrado em Pindobaçu, cidade de 20 mil habitantes e a 381 km de Salvador, no norte da Bahia. Isso porque, segundo a Polícia Civil, os dois deverão ser indiciados por suspeita de estelionato (previsão de um a cinco anos de prisão) e apropriação indébita (um a quatro anos de detenção).

Já a suposta mandante é investigada por crimes de menor potencial ofensivo, como falsa comunicação de crime (um a seis meses de prisão) e ameaça (um a seis meses de detenção). “Como não houve nenhum ato para caracterizar tentativa de homicídio, a suposta mandante não deve responder por esse crime”, afirmou ao iG o delegado Marconi Lima, que apura o caso.

O episódio ocorreu em junho, mas só repercutiu em Salvador e no resto do País nesta semana. De acordo com a investigação, a dona de casa Maria Nilza Pereira Simões encomendou por R$ 1 mil a morte de Erenildes Aguiar Araújo, conhecida como Lupita, ao ex-presidiário Carlos Alberto Alves de Jesus.

O ex-presidiário seria amigo da vítima e, com ela, tramou simular a morte para enganar a suposta mandante. Carlos então amordaçou Lupita, cobriu o corpo dela com ketchup e colocou um facão entre seu braço e corpo. Com o cenário "perfeito", o ex-presidiário registrou uma foto como "prova do crime” e recebeu o pagamento. Há rumores na cidade de que Carlos tenha se apaixonado por Lupita e, por isso, não teria conseguido realizar o "serviço". A polícia não confirma tal informação.

Mas o plano da dupla não deu certo. Maria Nilza, que teria encomendado o crime por ciúme - Lupita namorava seu ex-companheiro - encontrou a "vítima" dias depois em uma festa na cidade. Maria resolveu então registrar queixa na polícia por roubo contra Carlos, que acabou confessando a história em depoimento.

A Polícia Civil estima concluir o inquérito em dez dias. Maria Nilza nega ter encomendado o crime, segundo o delegado Lima. “Mas nós já apuramos que isso ocorreu”, afirmou o delegado.

Fama em Pindobaçu

O policial também comentou o fato de Lupita, que passou a ser conhecida em Pindobaçu como “mulher ketchup”, não ter se importado em circular pela cidade após a farsa. “Em cidade pequena, ela achou que nada fosse acontecer com ela”, afirmou. A polícia também apurou que o ex-presidiário tem passagens anteriores por delegacias por roubo e furto.

A cidade do norte baiano parece se divertir com a fama repentina. Até o prefeito Hélio Palmeira (PR), em entrevista a um jornal baiano, classificou a repercussão como “positiva”. “Pelo menos eleva o nome da cidade. Afinal de contas, não houve violência. Ninguém morreu”, disse.

Informação | IG

 

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