Home Brasil Saúde Em quatro anos, Brasil deve ter vacina para imunizar sete doenças de uma só vez
Em quatro anos, Brasil deve ter vacina para imunizar sete doenças de uma só vez
Escrito por Agência Brasil   
Qui, 19 de Janeiro de 2012 07:34

Após anunciar que o calendário de vacinação terá mais duas vacinas, o governo informou nesta quarta-feira (18) que no prazo de quatro anos também vai incluir a vacina heptavalente, com capacidade de imunizar contra sete doenças de uma única vez. O Ministério da Saúde assinou nessa quarta um acordo para desenvolver a nova vacina em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Butantan e a Fundação Ezequiel Dias. A tecnologia que será usada é resultado de um acordo entre a Fiocruz e o laboratório privado Sanofir.

A heptavalente vai substituir a pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, haemophilus influenza tipo B) e a pólio injetável - que entram no calendário a partir do segundo semestre deste ano, além da de meningite C conjugada. De acordo com o ministro Alexandre Padilha, além de proteger de várias doenças com apenas uma injeção, as vacinas combinadas, como a penta e a hepta, evitam que os pais tenham de levar os filhos tantas vezes aos postos de saúde.

Testes. O Instituto Butantan informou nesta quarta (18), em nota divulgada pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, que serão iniciados este ano os testes em humanos de imunização por via oral contra a hepatite B. Até agora, a vacinação vem sendo feita por meio de injeções subcutâneas. A secretaria não informou, porém, a data em que começam os testes.

De acordo com o instituto, estudos inéditos do Instituto Butantan permitiram a descoberta de novo adjuvante, a sílica nanoestruturada, que auxilia na produção de anticorpos para neutralizar o vírus. “Sem o adjuvante, isso era impossível, já que não existia uma maneira de estimular o sistema imunológico, sobrepassando as condições adversas de acidez do sistema gastrointestinal”, diz o texto.

Segundo o documento, o novo método de aplicação pode contribuir para o aumento da cobertura vacinal e a redução dos custos da vacinação. As experiências em laboratório mostraram eficácia na imunização e já estão sendo tomadas as providências necessárias para a fase seguinte, que é a da pesquisa clínica, acrescenta a nota.

Informação | Agência Brasil

 

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