| Cotidiano é temática do livro de estreia de poetisa divinopolitana |
| Escrito por Maurinho | ||
| Sáb, 04 de Setembro de 2010 11:00 | ||
O prof. Bessa afirma que os poemas de Angela “estão destinados a correr mundo pelo imenso valor literário e artístico que possuem” e destaca neles as virtudes da singeleza e da leveza, além da verdade humana. Formada em letras, ela lecionou Língua Portuguesa e Literatura para os ensinos médios e fundamental de Divinópolis e São Sebastião do Oeste. O cotidiano sublimado Embora tenha nascido “acidentalmente” em Belo Horizonte, como ela mesma conta, Angela Maria Costa de Moraes cresceu em Divinópolis; passou toda a infância no bairro Porto Velho e, depois, no centro da cidade. Estudou até o final do curso de magistério no Instituto Nossa Senhora do Sagrado Coração e, em seguida, o de letras no Instituto de Ensino Superior e Pesquisa (Inesp). Na rede estadual de ensino lecionou nas Escolas Estaduais Joaquim Nabuco, Santo Tomás de Aquino e Dona Antônia Valadares. Mudou- se depois para São Sebastião do Oeste, onde morou por quase dezesseis anos, tendo lecionado na Escola na Escola Estadual Governador Magalhães Pinto, onde se aposentou. Voltou a Divinópolis, onde reside atualmente e desenvolve sua poesia, bem como o desenho e artesanato com papel, mas, ressalta ela, sempre escreveu “de forma doméstica e sem compromisso”. O livro de estreia de Angela, Tododia – Livro Amarelo, publicado em Divinópolis pela Matriz Gráfica e Editora, é apresentado em 244 páginas com quase duas centenas de poemas, organizados em onze partes: “Do jeito de escrever, do jeito de ser”; “Dos anjos, dos homens e mulheres”; “Do sentimento”; “Em família”; “Na natureza”; “Pessoas”; “Saúde e doença, Juventude, maturidade e velhice”; “De cada tempo”; “Do autor e sua obra, da busca por Ele”; “Do exílio”; “Da vida e da morte, das crenças e descrenças”, além de dois poemas extras – “Sem pretensões, apresento-me” e “Prefácio”. Em Tododia, a poetisa descreve o seu cotidiano de forma poética, erguendo o dia a dia ao sublime; ela mesma se apresenta logo, no início do livro: “Trabalho no tododia / com a matéria-prima / que toda mulher trabalha: / minha casa, nossa casa, / a filha do meu coração, / a família-matriz, / meus papéis, meus lápis de cor, / o trabalho de professora / – e qual outro seria? / E, é claro, meu namorado. Ao apresentar o livro, o professor, doutor em Teoria Literária, pós-doutor em Literatura Comparada e acadêmico Pedro Pires Bessa revela-se entusiasmado com a estreia de Angela na publicação de sua obra. Ao analisar a sua temática, Bessa afirma que “o livro mostra claramente que a autora poetiza a vida, a vida de cada dia com tudo que a rodeia. Angela decidiu afinal publicar seus poemas em um livro, que enriquecimento para a literatura de Divinópolis! Suas ‘pérolas’ poéticas, que não são de hoje, aparecem à luz, repletas de passado, a partir de agora também de presente e de futuro”. Por Mauro Eustáquio Ferreira
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