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Pedreiro descobre que, para o INSS, está morto
Escrito por Hoje em Dia   
Sex, 11 de Junho de 2010 15:15
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Pedreiro Antônio Pedro da Silva, que consta como morto no INSS
Antônio Pedro da Silva descobriu que, nos registros, seu nome constava como morto
Com 55 anos e afastado do trabalho há quase uma década devido a problemas de saúde, o pedreiro Antônio Pedro da Silva, morador de Patrocínio, no Alto Paranaíba, levou um susto ao descobrir que está morto nos registros da Previdência Social.

Ao dar entrada no pedido de aposentadoria no INSS da cidade, no ano passado, o trabalhador descobriu que outro Antônio, com o mesmo nome da mãe e mesma data e local de nascimento, gerou o cancelamento do registro do pedreiro de Patrocínio, impedindo o recebimento de qualquer benefício.

“Foi uma surpresa desagradável quando disseram que constava na documentação que eu estava morto, inclusive com cancelamento de meus registros”, lamenta o pedreiro. Segundo ele, há muito tempo tenta entrar com o pedido de aposentadoria e, agora, surge mais esse problema. “Estou desde 2001 afastado do trabalho e sem nenhuma renda, passando por dificuldades. Minha única sorte é que ainda posso contar com a ajuda da minha mãe, de 80 anos. Agora, vou recorrer à Justiça para conseguir meus direitos”, diz o pedreiro, indignado.

Antônio conta que já passou por 11 perícias junto ao INSS para conseguir aposentar, mas foi reprovado em todas. Depois de ter o benefício negado, o pedreiro descobriu que existe outro Antônio Pedro da Silva, nascido no mesmo dia (26 de novembro de 1954), na mesma cidade (Pium-hi) e que a mãe tinha o mesmo nome (Maria do Livramento de Jesus). Esse homônimo, morador de Brasília, já recebia uma pensão por invalidez desde 1999 e, em 2000, ele faleceu. Desde então, a viúva passou a receber o benefício.

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Segundo a advogada Izabel Cristina Soares, responsável pela ação judicial para provar que Antônio Pedro da Silva está vivo, essa não é a primeira vez que uma situação de homônimos acontece em Patrocínio. “Já atendi uma senhora que teve o benefício cancelado e outra pessoa, que morava em Brasília, passou a receber esse valor. Infelizmente, o processo não foi finalizado, porque a vítima acabou falecendo.

Agora, a situação se repete com o senhor Antônio, só que, neste caso, ele não consegue entrar com os documentos para receber o benefício, porque o registro foi cancelado, inclusive o CPF. Até provar a fraude, ele ficará no prejuízo”, afirma.

A advogada acredita na possibilidade do envolvimento de criminosos fraudando o benefício. “Tanto no caso do Antônio quanto da senhora, os documentos foram perdidos ou roubados e, posteriormente, surgiram homônimos extremamente coincidentes. A Polícia Federal já foi comunicada e há um inquérito aberto para apurar esses casos”, ressalta a advogada.

A assessoria de comunicação do INSS informou, por meio de nota, que o segurado requereu benefícios de auxílio-doença e assistenciais, mas todos foram indeferidos pela perícia média, que não comprovou a incapacidade de trabalhar.

Segundo a nota, “o fato de haver pessoas homônimas não impede a concessão de benefícios. Nesse caso, a instituição solicita a comprovação por meio de outros documentos”. A PF de Uberlândia informou que o delegado responsável pelo caso está de férias e as investigações terão continuidade assim que ele retornar. Informações do Hoje em Dia.

 

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