Alunos do 5º período do curso de Química do ISED, instituto mantido pela FUNEDI/UEMG em Divinópolis, com orientação do professor Helvécio Menezes, realizaram, em junho último, uma pesquisa para analisar a qualidade da água do rio Itapecerica. Foram coletadas amostras da água do rio em seis diferentes pontos da cidade, com o objetivo de compará-las com os índices padronizados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Após a coleta do material, as amostras foram levadas para serem analisadas em laboratório. “Nós levamos a amostra para o laboratório, e lá analisamos a turbidez, o pH, a condutibilidade, os sólidos sedimentáveis, cloretos, alcalinidade, dureza total, demanda química de oxigênio e oxigênio dissolvido”, disse o aluno Álvaro Machado, que participou do projeto. O resultado das análises revelaram uma diminuição significativa na qualidade da água do rio à medida em que este percorre o perímetro urbano de Divinópolis. “A principal causa desta perda da qualidade da água é o lançamento de efluentes domésticos e industriais, sem tratamento adequado, diretamente no rio”, explicou o professor Helvécio. publicidade
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Baseada na Resolução nº 357, de 17 de março de 2005 (atualizada em 13 de maio de 211, com a resolução nº430), a pesquisa concluiu que a água do rio é considerada classe 2, podendo ser destinada ao abastecimento doméstico após tratamento convencional, à proteção das comunidades aquáticas, à recreação de contato primário, como esqui aquático, natação e mergulho, à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas e à criação natural e/ou intensiva de espécies destinadas à alimentação humana. Contudo, a água do rio Itapecerica não é considerada potável. “Para ser considerada potável é necessário um tratamento que inclui processos tais como gradeamento, coagulação, floculação, sedimentação, filtração e desinfecção. Entretanto, observa-se que os custos destes processos estão cada vez mais elevados em decorrência das elevadas cargas poluidoras lançadas no rio”, analisou o professor. Dessa forma, para melhorar a qualidade da água do rio, de forma a facilitar o processo final de tratamento, é necessário realizar um rigoroso controle das emissões dos tipos de efluentes. Helvécio ainda ressaltou a importância da participação de alunos em pesquisas. “O envolvimento de alunos neste tipo de projeto é fundamental para o desenvolvimento de habilidades ligadas à experimentação aplicada à análise ambiental. Além disso, os alunos adquirem capacidades específicas para atuarem na sociedade de forma crítica e reflexiva”, finalizou. Informação | Funedi |