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Diabetes: Surgimento da doença é maior durante inverno - Sintomas
Escrito por @divicity   
Ter, 25 de Agosto de 2009 12:22
Índice do Artigo
Diabetes: Surgimento da doença é maior durante inverno
Definição
Características
Tipos
Incidência
Diagnóstico
Sintomas
Prevenção
Tratamento
Cuidados Especiais
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Sintomas

A hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue) é o denominador comum a todas as formas de diabetes, sendo por ela produzidos os sintomas iniciais da doença. Devido à impossibilidade de a glicose entrar nas células, duas conseqüências principais se estabelecem: a taxa de glicose se eleva no sangue; o organismo precisará utilizar fontes alternativas de energia, que no caso serão as gorduras.

O primeiro problema gera a desidratação do organismo, porque quando a glicemia ultrapassa a faixa dos 180 miligramas por decilitro de sangue os rins não conseguem evitar o escape de glicose pela urina, cuja eliminação necessariamente estará ligada à eliminação concomitante e em excesso de água e sais minerais (principalmente sódio e potássio). Isso provoca a produção de um volume maior de urina (chamado de poliúria). A sede excessiva – polidipsia – deriva da tentativa do organismo de procurar compensar o excesso de perda de líquidos. Essa compensação, porém, não consegue ser total, e ocorre a desidratação, com conseqüente fraqueza e perda de peso do indivíduo.

O segundo problema gera um excesso de ácidos no sangue – acidose – por acúmulo de cetonas (substâncias produzidas sempre que o organismo utiliza as gorduras como fontes alternativas de energia). Os sintomas da acidose são náuseas, vômitos, dor abdominal, cansaço, rubor na face, respiração rápida.

No diabetes tipo 1 essa seqüência ocorre muito rapidamente, num intervalo de poucos dias. Se o indivíduo ou algum familiar souber reconhecer os sintomas e suspeitar da doença, o encaminhamento ao médico, sem perda de tempo, e a imediata instituição do tratamento com insulina manterão o problema sob controle. Porém, isso nem sempre ocorre e, devido à rapidez com que o quadro se instala, não é incomum que esses casos venham a ser atendidos em caráter de urgência, num pronto-socorro ou numa UTI, com quadro grave de descompensação, chamado de "cetoacidose diabética", que pode causar o coma cetótico - fatal se não for tratado a tempo.

No diabetes tipo 2, o quadro não é tão dramático. Basta dizer que aproximadamente metade dos indivíduos que está com a doença desconhece sua condição. Isso ocorre porque as alterações da glicemia se desenvolvem lentamente nesses casos, num intervalo de meses ou até anos. Afinal, embora insuficiente para a demanda, esses pacientes produzem insulina bastante para frear a elevação da glicemia e a produção de cetonas. A hiperglicemia moderada, até cerca de 250 miligramas por decilitro de sangue, freqüentemente não produz sintomas. É a chamada "fase pré-clínica" do diabetes tipo 2.

Devido ao maior tempo para o desenvolvimento da doença, esse tipo de diabetes permite que certos sintomas mais insidiosos tornem-se aparentes. É o caso da fome excessiva (para as células, tudo se passa como se elas estivessem subalimentadas), visão desfocada (a hiperglicemia provoca uma mudança no "grau" do cristalino, espécie de lente existente no interior dos olhos), perda da energia e micoses com prurido (coceira) genital (a hiperglicemia causa uma redução na imunidade aos fungos).

Embora mais raras, as descompensações graves também podem surgir no diabetes tipo 2. Devido à presença de algum grau de insulina, a utilização desenfreada de gorduras como fonte de energia não ocorre (ou ocorre em menor intensidade), e a propensão para desenvolver cetoacidose diabética é bem menor. Contudo, a glicemia pode subir progressivamente até atingir níveis absurdamente elevados (da ordem de 800 miligramas por decilitro de sangue), provocando o "coma hiperosmolar não-cetótico", com risco de morte até maior que o coma cetótico.

No diabetes gestacional, os sintomas são semelhantes aos do tipo 2, mas as alterações mais importantes nesses casos são para o feto. Pode ocorrer um aborto no início da gestação ou o óbito fetal, no final da mesma. A probabilidade de malformações congênitas aumenta consideravelmente, assim como a de problemas clínicos com o recém-nascido, em decorrência da maior fragilidade de seu organismo. Em vista disso, não é boa prática de pré-natal esperar que surjam sintomas de diabetes na gestante para só então tomar providências. Deve-se, sim, procurar o diabetes numa gestante quando houver a mínima chance de que ele possa ocorrer: antecedentes  da doença(pessoais ou familiares), ganho de peso exagerado durante a gestação, pressão alta, idade acima de 35 anos, histórico de abortamentos anteriores ou de filhos com peso maior que 4 kg ao nascer etc. Um bom acompanhamento pré-natal é capaz de detectar todos esses sinais e definir a necessidade de exames para verificar a presença do diabetes antes que ele se manifeste. 

 



 

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