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Diabetes: Surgimento da doença é maior durante inverno - Cuidados Especiais
Escrito por @divicity   
Ter, 25 de Agosto de 2009 12:22
Índice do Artigo
Diabetes: Surgimento da doença é maior durante inverno
Definição
Características
Tipos
Incidência
Diagnóstico
Sintomas
Prevenção
Tratamento
Cuidados Especiais
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Cuidados Especiais

O diabetes freqüentemente convive com outros problemas de saúde, que também devem ser abordados. Os mais importantes são as dislipidemias (excesso de colesterol e/ou triglicérides no sangue) e a hipertensão arterial (pressão alta). Ambos demandam tratamento concomitante ao diabetes, pois agravam a tendência de surgimento de doenças circulatórias. A meta do tratamento é a obtenção de níveis de colesterol abaixo de 200 mg/dl (miligramas por decilitro) de sangue, triglicérides abaixo de 150 e pressão arterial abaixo de 13 por 9.
A glicemia mal controlada pode também facilitar o surgimento de infecções como furúnculos na pele, abscessos nos locais de aplicação mal feita de insulina, micoses na pele e nas mucosas (principalmente nos genitais), erisipelas e infecções urinárias. Além disso, doenças comuns como sinusites, otites e colecistites (infecção da vesícula biliar) podem ser mais graves em pacientes diabéticos mal controlados, assim como os problemas dentários decorrentes de inflamação das gengivas (periodontite). A manutenção de hábitos higiênicos adequados ajuda decisivamente a evitar esses problemas.
Outro aspecto relevante diz respeito à concepção e contracepção em mulheres diabéticas. O bom controle da glicemia nos meses imediatamente anteriores à concepção é o fator mais importante na prevenção das malformações fetais, devendo ser altamente valorizado quando se planeja a gestação. Esta deve, além disso, ser cuidadosamente acompanhada (e às vezes até evitada) em mulheres diabéticas com complicações nos olhos ou nos rins, pelo seu efeito deletério sobre esses problemas. Os contraceptivos mais indicados para pacientes diabéticas são os que utilizam métodos mecânicos (DIU), de barreira (diafragma, preservativo masculino) ou químicos (geléias). No caso de anticoncepcionais hormonais (pílulas), deve-se usar os de mais baixo teor de estrógeno e avaliar continuamente seus riscos e benefícios.


Neuropatia: sensibilidade, distúrbios viscerais, cuidados com os pés


A neuropatia diabética é uma disfunção dos nervos, causada por excessiva saturação de açúcar no tecido nervoso. Ela se manifesta após dez a quinze anos de diabetes mal controlado e provoca fraqueza muscular, formigamentos, dores e diminuição da sensibilidade nas extremidades (mãos, pés e pernas), bem como uma série de distúrbios no controle nervoso das funções internas (viscerais), como digestão, micção, evacuação, ejaculação, ereção, manutenção da pressão arterial na posição em pé, regulação dos batimentos cardíacos etc. O alcoolismo tem um grande efeito agravante sobre a neuropatia diabética.
O problema mais importante em relação à neuropatia diabética é seu potencial para causar amputações dos membros inferiores (pernas e pés), porque o indivíduo pode ferir o pé sem perceber e desenvolver infecções profundas sem dor, que acabam acometendo os ossos e freqüentemente inviabilizam as tentativas de tratamento.


Doença microvascular: olhos e rins

O diabetes descontrolado por muitos anos pode também causar um enfraquecimento dos vasos capilares em todo o corpo, com disfunção dos órgãos por eles irrigados. Os dois setores mais acometidos por esse problema são os olhos e os rins. A doença ocular diabética provoca distúrbios na retina (camada interna do globo ocular responsável pela formação das imagens visuais), cataratas e glaucoma (aumento da pressão ocular) que, se não forem tratados, causam redução importante e até perda da visão.
A doença renal diabética causa perda de proteínas na urina, hipertensão arterial e insuficiência renal progressiva, que pode levar à necessidade de diálise (tratamento com o rim artificial) ou transplante renal.


Doenças macrovasculares: circulação, hipertensão, infarto, derrame

Esta é uma complicação importante do diabetes, como resultado de uma série de fatores que envolvem hiperglicemia, dislipidemia, hipertensão arterial, obesidade, sedentarismo e tabagismo, entre outros. O que ocorre é a aceleração do processo natural de envelhecimento, pelo qual há deposição de gorduras dentro dos vasos arteriais e sua obstrução. As conseqüências são o infarto no coração, os derrames cerebrais, as tromboses (no intestino, nas pernas) e todos os problemas circulatórios que daí derivam.

 

Hipoglicemia

A redução brusca e acentuada da taxa circulante de glicose geralmente ocorre em pacientes tratados com insulina, mas pode também, apesar de raro, surgir em indivíduos medicados com comprimidos, particularmente os idosos. A hipoglicemia aparece sempre que há mais insulina no sangue do que exige a demanda do momento, e pode ser causada por dose excessiva de remédios, falta de alimentação ou excesso de exercício físico.
A importância da hipoglicemia reside no fato de que o cérebro não funciona sem glicose. Sendo assim, quando o organismo percebe que as taxas começam a cair (geralmente abaixo de 50 miligramas por decilitro de sangue), ele desencadeia uma reação de alarme na forma de tremores, suor intenso, palpitação, fome intensa, tontura, mal-estar e turvação visual. É sinal de que o indivíduo precisa urgentemente ingerir algum alimento, até mesmo algo doce como um refrigerante comum, uma bala ou um copo de leite. Se não for tomada esta providência rapidamente e o problema progredir, surgem os sinais de mal funcionamento cerebral: distúrbios visuais, andar trôpego, confusão mental e distúrbios do comportamento, culminando com perda da consciência (chamado “coma hipoglicêmico”) e até convulsões. É desnecessário enfatizar o perigo que isto representa se a pessoa estiver dirigindo um veículo. Em casos extremos, pode haver até a morte ou lesões cerebrais irreversíveis.
O paciente diabético deve sempre estar alerta para a possibilidade de hipoglicemia e saber reconhecer seus sintomas iniciais, porque, diferentemente das descompensações hiperglicêmicas, tudo ocorre muito depressa, em questão de minutos. Deve-se sempre ter à mão algo doce para comer ou os tabletes de glicose especialmente fabricados para essas situações. A automonitoração da glicose também ajuda muito a prever esses fenômenos e controlá-los, além de definir claramente se um determinado mal-estar é fruto de hipoglicemia ou não. Devido ao fato de que, em hipoglicemias graves, o indivíduo diabético perde a capacidade de se cuidar sozinho, as pessoas que o cercam em casa e no trabalho devem também estar informadas sobre essa possibilidade, de modo a ajudá-lo a ingerir doce ou até levá-lo rapidamente a um hospital.


Outros problemas
 
O indivíduo diabético deve estar informado sobre como proceder em situações que fogem da rotina e podem interferir no controle da sua doença. As situações mais comuns surgem em meio a doenças febris agudas como gripes fortes, pneumonias e infecções urinárias ou em casos de doenças gastrintestinais agudas acompanhadas de diarréia ou vômitos. O stress psicológico sério pode funcionar de forma semelhante. Essas são situações em que aumentam bruscamente as necessidades de insulina do organismo, mas, por outro lado, principalmente no caso de diarréia e vômitos, pode também faltar nutrientes. É a cena típica para o desenvolvimento de cetose. Se a situação não for bem administrada, pode desencadear-se uma cetoacidose diabética.
Não há uma receita pronta para seguir nesses casos. Recomenda-se atenção a essas eventualidades, automonitoração freqüente da glicemia e das cetonas urinárias, doses suplementares de insulina R conforme a necessidade, não interromper a ingestão de líquidos e conversar com o médico.
Tratamentos dentários e cirurgias também podem levar à descompensação diabética e requerem cuidados especiais, com a participação dos profissionais envolvidos no tratamento do diabetes.
Durante viagens prolongadas, com mudanças de fuso horário, o reescalonamento dos horários de medicação e alimentação deve ser feito gradualmente, em duas ou três etapas, de forma a diluir o impacto das mudanças. Não se deve deixar também de levar todo o material e os medicamentos necessários, sempre acompanhados de uma receita médica atualizada, além de informar-se sobre a equivalência e meios de obter os produtos nos locais de destino.

 

Fonte: Revista Veja - Colaboração Dr. Domingos A. Malerbi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

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