| Dicas para avaliar uma proposta de estágio ou emprego |
| Escrito por Mauricio Lessa dos Reis | ||
| Qua, 27 de Outubro de 2010 08:30 | ||
Quase sempre consideramos o fator remuneração como elemento principal ao decidir por uma oportunidade no mercado. E sem dúvida, este é um fator preponderante em nossas vidas. Porém, em determinadas fases da vida estudantil ou da carreira profissional, precisamos pesar outros aspectos que crescem em importância dependendo desta fase em que nos encontramos. Existem no mínimo outros dois fatores a serem levados em consideração: a possibilidade de crescimento e um bom ambiente de trabalho. Vejamos o por quê: a possibilidade de aprender coisas novas, desenvolver novas habilidades, aumentar conhecimentos ou adquirir experiência pode ser tão relevante quanto o valor da remuneração. Quando o estagiário ou funcionário não tem chances de crescer, aprender ou ampliar seu nível de conhecimento prático, isto pode ser mais grave e desmotivador do que uma remuneração inicial baixa. Pois, se eu estou aprimorando meus conhecimentos e tenho possibilidades de ser contratado ou promovido, isto significa em médio prazo, mais recursos e maior remuneração.
Já o ambiente de trabalho, é outro fator importante a ser considerado. Diz respeito ao nível de relacionamento, ao cumprimento da ética, moral e bons costumes que devem existir em um ambiente de trabalho. Para que o colaborador de uma organização possa se desenvolver, produzir e evoluir é condição fundamental que ele tenha em seu redor um ambiente de tranqüilidade e paz. É claro que em algumas empresas o nível de exigência por trabalho e resultados, pode deixar o ambiente mais pesado e tenso. Porém, há que se observar se estes fatores de stress e pressão não passam dos limites toleráveis. Um ambiente sereno, saudável e tranqüilo pode significar um nível de felicidade que não se traduz em valor monetário. Em outras palavras, não há dinheiro que pague estes valores superiores, que quando ausentes nos fazem tanta falta. No caso de um candidato sem experiência ou estudante, outro aspecto a ser considerado é a necessidade de se fazer um bom estágio. Por bom estágio se entende aquela proposta em que, além da condição de aprendizado que deve ser criado naturalmente, a empresa atenda os demais requisitos básicos da lei 11.788/08. De forma resumida, poderíamos dizer que esta lei favorece o estagiário a desempenhar funções de estágio propriamente ditas, e não ficar reduzido ao conceito de mão de obra barata. Organizações que se preocupam com o bom ambiente de trabalho, favorecem o aprendizado e o conhecimento. Ao adotarem padrões éticos, morais e legais devem ser escolhidas em detrimento das que não observam estes mesmos aspectos. Analisado por este lado, valor de bolsa-auxílio (estágio) ou salário (emprego) não são parâmetros únicos de escolha ao se procurar trabalho e construir uma carreira de sucesso. Maurício Lessa dos Reis é consultor do IEL/FIEMG e escreve semanalmente nesse caderno. Siga-o no Twitter: @estagiolegal |