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Home Estágio e Profissões Empregado, funcionário ou colaborador: em qual perfil você se encaixa?
Empregado, funcionário ou colaborador: em qual perfil você se encaixa?
Escrito por Mauricio Lessa dos Reis   
Qui, 23 de Dezembro de 2010 14:00

Na semana passada o caderno estágio e profissões trouxe uma reflexão sobre as eras industrial e pós-industrial. Nesta semana, sugerimos ao leitor a uma outra reflexão ligada a anterior, e que procurará trazer mais elementos sobre estes pontos de vista.

Inicialmente, recorreremos aos conceitos do dicionário, de onde encontramos o termo colaborador e colaboração precedendo os termos empregado e funcionário. Colaborador: que ou aquele que colabora – colaborar: prestar colaboração ou cooperar – colaboração: trabalho em comum. Empregado: aquele que exerce um emprego – emprego: ato de empregar, função, uso, aplicação. Funcionário: aquele que tem emprego fixo e remunerado, empregado.

Portanto, o termo funcionário está ligado à função e remuneração e aparece no dicionário como sinônimo de empregado. É como boa parte das pessoas se comporta. É como boa parte das empresas se relaciona com as pessoas. Remunerados por função ou cargo, cumprem com suas atribuições específicas.

A CLT (01/05/1943) determina que se chame de empregado o colaborador remunerado e com vínculo trabalhista. Portanto, a opção de mudar a denominação em uma organização, é uma decisão que só tem valor internamente. E é válido a opção? Quais as implicações, vantagens e desvantagens?

A idéia de chamar o funcionário de "colaborador" justifica-se em função dos imperativos da era pós-industrial. Se, em uma comparação muito própria, as organizações da era industrial (passada) se pareciam muito mais com um navio onde o “comandante comandava” e os demais seguiam seu comando, na era pós-industrial (atual) as organizações devem parecer muito mais com regatas onde todos colaboram e se empenham além de suas atribuições “engessadas” pelas funções e cargos, para o sucesso e alcance dos objetivos.

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Uma postura pura e simples de empregado ou funcionário já não atende as expectativas das organizações. É preciso ir muito além disto. É preciso ser funcionário colaborador, chamado simplesmente de colaborador. Em outras palavras, aquele que está ciente da missão e dos valores da empresa, compartilha deles e colabora (do latim collaboro - co+laboro – trabalhar junto, cooperar).

Para entender isso, precisamos transcender o conceito comum e estreito de colaboração, utilizado popularmente como sendo aquele que “dá uma mãozinha”ou ajuda eventual. O termo colaboração vai muito além disto. Colaboração é algo muito mais profundo, que requer entrega, dedicação, compromisso e consciência. Colaboração requer inteireza de ânimo e caráter, algo a ser trabalhado nas organizações.

Colaborar significa “pegar junto”. Não ficar reduzido ao que está descrito no cargo ou função. Isto pode levar as pessoas a uma postura do tipo “este não é meu serviço” ou “não sou pago para isto” ou ainda “não sou dono deste negócio, eu só trabalho aqui”. Estas não são posturas encontradas em um colaborador na nova era. Precisamos de algo muito diferente disto. Para tanto, precisamos desenvolver o espírito de colaboração nos funcionários.

O termo “empregado” foi marcado em um período conhecido como Fordismo ou Taylorismo (Taylor 1856-1917). A partir de Fayol (1841-1925) e Weber (1864-1920) com sua proposição formal baseada em descrição de funções e departamentos, ficou reconhecido o termo “funcionário”, ou seja, o empregado com funções pré-estabelecidas. O termo “colaborador” só passou a ser utilizado a partir da administração japonesa (a partir de 1970). É uma terminologia definitivamente mais adequada a era pós-industrial, apesar de algumas correntes conservadoras ainda insistirem em utilizar a terminologia e a filosofia da fria relação entre capital-trabalho da era anterior, atendendo aos rigores legais.

Este conceito evoluído de COLABORADOR, tem sido adotado pelas atuais correntes de gestão de pessoas. O colaborador pode ser descrito como alguém motivado, entusiasmado, engajado, que entende e coopera com os objetivos da empresa. Se parece muito mais com tudo aquilo que o próprio caderno estágios e profissões enfatizou sobre capital humano e capital intelectual. E, pelo que tenho constatado, é a postura que toda organização deseja de seu pessoal.

Os tempos são outros. Estamos na era da participação, da responsabilidade social e ambiental. Trabalhemos como se a empresa fosse nosso próprio negócio, pois em última análise é mesmo, afinal vivemos dela. Vamos evoluir desta postura de empregao ou funcionário que marcou as relãções de trabalho em tempos passados. Trabalhemos como verdadeiros colaboradores, ainda que não sejamos oficialmente chamados assim.

 

Com esta matéria estamos encerrando o ano de 2010, agradecendo a atenção de todos em especial ao Fred Oliveira do Divicity, por ser este excelente Colaborador, no sentido nobre da palavra, e que possibilitou a veiculação deste caderno e de tantas outras informações.

Maurício Lessa dos Reis é consultor de empresas e do IEL/FIEMG - Siga no Twitter: @estágiolegal

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Comentários  

 
0 #1 Humberto 19-04-2012 08:17
Achei o conteúdo muito interessante, e me veio a idéia de colacar nos crachas de meus funcionários. Em lugar de suas funções respectivas, simplesmente colaborador.
Este conceito é válido?
Grato.
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