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Você é muito qualificado para a vaga, escolhemos outro candidato
Escrito por Época Negócios   
Qui, 12 de Julho de 2012 16:00

Entrevista de contrataçãoVocê passou por todas as fases do processo seletivo, fez uma série de entrevistas pessoalmente e no final recebeu o frustrante feedback: “Gostamos muito de você, mas você é muito qualificado para a vaga, optamos por outro candidato”.

Se você é assim tão qualificado, por quais motivos uma empresa não te contrataria? “No médio ou longo prazo, a chance de essa pessoa passar a ser um problema na equipe é grande, porque ela estará sendo subutilizada. Por isso, as empresas preferem contratar um funcionário para desenvolver, alguém que possa ficar mais tempo na posição”, afirma Letícia Bressiani, consultora da Fesa.

Os profissionais não concordam com esse posicionamento das empresas. “Se eu aceitei ir à entrevista é porque eu quero a vaga, não pretendo sair rapidamente. Era só olhar o meu histórico profissional, onde consta a permanência em empresas por mais de três anos. Achei um desrespeito por parte das empresas dizer que eu era muito qualificada para a vaga depois de passar por todas as etapas do processo seletivo”, afirma a paulistana de 32 anos, que prefere não ser identificada e está há quatro meses procurando uma vaga para gerente de marketing. Ela possui um MBA em Marketing com extensão na Europa, pós-graduação em Gestão de Pessoas, curso de inglês no exterior e mais de 15 anos de experiência na área.

“Cheguei a ouvir que eu era muito boa e que tinham me adorado, mas estavam preocupados com a questão salarial. Eles criaram uma grande expectativa em mim com respostas tendenciosas, me fazendo acreditar que iriam entrevistar outras pessoas apenas para cumprir o protocolo, mas que a vaga seria minha. Depois não me retornaram. Eu ainda tive de entrar em contato para saber se tinha sido aprovada", conta.

Além da falta de retorno por parte das empresas e consultorias, esses profissionais têm de lidar com a ansiedade de esperar pela recolocação. O tempo de espera médio para um gerente sênior ou diretor se recolocar dura entre quatro e oito meses, segundo Rodrigo Araújo, sócio-sênior da Korn/Ferry. “Quanto mais alto você está na estrutura organizacional, maior é o número de profissionais da organização envolvido no processo de análise”, afirma.

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O longo tempo de espera também faz com que esses profissionais muitas vezes aceitem salários mais baixos do que ganhavam anteriormente, o que pode ser negativo na visão das corporações. Para Magui Castro, sócia da consultoria CTPartners, a questão salarial é um ponto importante na hora de escolher um candidato. “Se um diretor ganhava R$ 45 mil e a vaga paga R$ 40 mil nós não incluímos no processo. Ele já está num patamar acima”, diz. Segundo ela, a quantidade de liderados também influencia. “Se um diretor de marketing antes era responsável por sete gerentes e a nova posição tem apenas três funcionários na equipe, o profissional pode achar que a posição dele diminuiu”, afirma.

O mercado aquecido e saturado faz com que as empresas reduzam as ofertas de salário. “Acho que as empresas acabam se aproveitando do boom de profissionais jovens, sem tanta experiência. Eles estão dispostos a ganhar muito menos, o que poderia justificar a oferta de salários mais baixos", opina a gerente de marketing que busca uma colocação.

Rodrigo Araújo, da Korn/Ferry, coloca outra questão dentro desse embate salarial: a “proposição de valor”. As empresas que conhecem o termo e adotam o conceito têm, segundo ele, um grau de consciência elevado daquilo que podem oferecer. “Não estou me referindo a apenas um cargo ou função e sim a uma perspectiva de carreira para esse indivíduo. Tudo isso está ligado às expectativas do profissional”, afirma. E se a empresa não pode atender a essas expectativas, ela também não contrata.

A insegurança do futuro chefe também atrapalha na contratação de um candidato superqualificado. “Se o profissional é muito qualificado, ele também é um risco para o seu futuro gestor. Esse gestor se sente ameaçado pelo fato de que pode perder a sua cadeira e não contrata”, diz Magui Castro.

Para o profissional também não é bom começar um novo emprego com um chefe inseguro. “É melhor não ir. Ele vai te sugar e não vai te inspirar. Você não vai aprender nada, não terá um desafio”, afirma Magui.

Mesmo com tantos empecilhos, a sonhada contratação não é uma missão impossível. E para te ajudar, listamos algumas dicas dos especialistas para evitar passar pelo “fantasma da qualificação” (de novo, se for o caso).

Informação | Época Negócios

 

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