Home Minas Gerais Notícias MG Viciados em sexo encontram auxílio em grupo de Belo Horizonte
Viciados em sexo encontram auxílio em grupo de Belo Horizonte
Escrito por BHz News   
Seg, 28 de Fevereiro de 2011 14:30

Sexo é bom e é difícil encontrar alguém que não goste. Por extensão, a compulsão sexual pode parecer algo desejável, coisa do mundo das celebridades, como já assumiram o ator Michael Douglas, o golfista norte-americano Tiger Woods e a apresentadora Adriane Galisteu. Porém, o vício em sexo não é nada agradável e significa sofrimento para quem o traz.

Para psiquiatras e psicólogos, é uma séria patologia, tão grave quanto uma dependência química e que prejudica as relações familiares e de trabalho do indivíduo em nome de um desejo insaciável. Para piorar, o tratamento com terapia e remédio é tão longo que a maioria dos pacientes não persiste até a cura.

Nessa hora, é necessário recorrer a grupos de apoio, como o Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (Dasa), que se reúne aos domingos no centro da capital mineira. "Os grupos são de extrema importância para o tratamento, uma vez que 60% dos pacientes abandonam o consultório", informa o médico sexologista Gerson Lopes, coordenador do Departamento de Medicina Sexual do Hospital Mater Dei.

Que o diga o professor de idiomas e intérprete L. 31, compulsivo sexual que iniciou o tratamento terapêutico aos 16 anos, mas apenas em 2004, quando passou a frequentar as reuniões do Dasa, conseguiu controlar o vício. "Para conseguir sexo, cheguei a me envolver com marginal, fui assaltado e quase levei tiro", conta o tradutor, que já precisou sair do trabalho em pleno expediente para manter relações ou se masturbar. Quando recorreu à abstinência sexual, L. conta que descontou a compulsão na masturbação. "Achei isso também doentio", diz.

"Hoje, não apresento uma situação compulsiva, mas, quando é difícil encontrar a chave de liga e desliga, você precisa de ajuda", conta ele, referindo-se ao Dasa. Seguindo o padrão dos Alcoólicos Anônimos (AA) de "um dia de cada vez", no grupo, homens e mulheres de orientações sexuais diferentes e de qualquer idade (desde que acima de 18 anos) compartilham histórias e se ajudam com base no relato pessoal e sigiloso. O próprios participantes fazem leituras sobre os passos e tradições do tratamento. "Não acreditamos em cura, mas em recuperação. O compulsivo sexual vai ter que se tratar para o resto da vida", opina L.

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Tabu. Ele conta que o preconceito em torno do vício dificulta muitas pessoas a procurarem ajuda. No caso dele, o Dasa auxiliou para que não sentisse muitos pudores sobre a situação. "Relatei (a compulsão) em partes para a minha família, mas ainda é tabu", diz o tradutor, que atualmente coordena as reuniões semanais em Belo Horizonte, frequentadas em média por 12 pessoas e quase nenhuma mulher. "As mulheres não procuram se tratar, pois não querem ser mal-vistas", avalia L.

Os locais e hora dos encontros, diz L., são mantidos em sigilo, pois, do contrário, aparece gente em busca de sexo. "Preferimos não divulgar telefone nem local. É melhor direcionar (o interessado) para o site e o e-mail e lá as pessoas entendem sobre o programa. Não é para procurar parceiros", conta o tradutor.

Diagnóstico separa vício da hipersexualidade

O médico Arnaldo Madruga orienta que é preciso diferenciar a compulsão sexual da chamada hipersexualidade, que é relativamente mais comum. O indivíduo que pratica e pensa em sexo várias vezes na semana, mas não coloca em prejuízo suas atividades cotidianas, não é viciado. "Mais de 2 milhões de pessoas frequentam sites de pornografia. Algumas ficam 15 horas na frente do computador", exemplifica.

Segundo o médico sexologista Gerson Lopes, coordenador do Departamento de Medicina Sexual do Hospital Mater Dei, além de frequentar grupos de apoio, como o Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (Dasa), em Belo Horizonte, os pacientes devem ter consciência de que os efeitos do tratamento convencional costumam ser demorados.

"Existem pacientes que estão em tratamento há dez anos e continuam com o comportamento. Vícios que dão prazer não são fáceis de serem trabalhados", diz o especialista.

Lopes afirma que o tratamento com medicamentos também é delicado. "São necessárias medicações antidepressivas, antiandrogênicas e anti-hormonais para bloquear a libido da forma insaciável, mas não completamente. Tem que ser um artista para administrar isso", completa. (AJ)

Informação do BHz News

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Comentários  

 
0 #2 Alexandre 03-03-2012 21:35
Estou acabando com minha família, que é maravilhosa, por causa disso.
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0 #1 kadu 03-02-2012 13:30
preciso de ajuda nao consigo me livrar do [ TERMO CENSURADO PELO DIVICITY ] virtual
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