| Adolescente pinta cabelo de azul e é barrada em escola |
| Escrito por G1 | ||
| Sex, 17 de Fevereiro de 2012 07:00 | ||
“Falei com a secretária e depois conversei com o diretor sobre a minha filha. Ele disse que ela foi advertida por causa da disciplina e que precisava controlar os alunos. Eu disse que conversaria com ela para saber se ela iria mudar o cabelo ou sair da escola”, contou o pai da estudante, Guilherme Diamantino. Nenhum representante do colégio quis falar sobre o assunto. A escola existe há 58 anos e conta com mais de três mil alunos. Dois dias depois ela foi impedida de assistir aula. “Ela passou o cartão e o porteiro foi atrás dela. Falou que ela não podia ficar, que tinha ordem do diretor para ela não frequentar a aula e a tirou da escola”, acrescentou Guilherme. O caso ganhou as redes sociais depois de um desabafo da adolescente e do pai dela na internet. O manifesto recebeu apoio de várias partes do país. Guilherme procurou entender o regulamento da escola. Ele é advogado e avalia a norma como subjetiva. “Ela prevê que o cabelo tem que estar dentro da normalidade, mas eu não sei o que isso quer dizer”, destacou. Cintia Cunha é mãe de uma aluna da escola e também professora de ética em uma universidade. Ela protestou explicando que o regulamento não está disponível no site da escola e nem vem anexo ao contrato. “Essa é uma oportunidade única para a escola rever seu regime disciplinar em acordo com os alunos, que são os destinatários das normas”, disse. Para o diretor do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinproep), Marcos Gennari, o fato reflete a falta de uma norma única reguladora da educação privada no Brasil. “Por isso o Sindicato dos Professores, a Federação e a coordenação defendem que agora no mês de março, com dois anos de atraso, seja decidido o Plano Nacional de Educação incluindo a nossa proposta de regulamentação do ensino privado”, contou. O pai da adolescente que pintou o cabelo de azul ainda não sabe se irá recorrer à justiça. “Não sei se isso é judicialmente necessário. É mais uma questão de conscientização da sociedade sobre o que acontece e todo mundo fica calado, do que uma ação de fato”, finalizou Guilherme. Mas independentemente do resultado da discussão, a estudante já está matriculada em outra escola. Informação | G1
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