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Alunos de escola pública de Azurita de volta de Harvard
Escrito por Hoje em Dia   
Qua, 23 de Maio de 2012 10:00

Alunos da escola de Azurita em HarvardEmoção, divertimento e muita dedicação marcaram a viagem de três adolescentes mineiros aos Estados Unidos. Os alunos da Escola Estadual Manoel Antônio de Souza – localizada em Azurita, um pequeno distrito de Mateus Leme, na região Central – defenderam um projeto na maior feira de ciências e engenharia para estudantes do ensino técnico e médio internacional, a Intel ISEF (International Science and Engineering Fair, na sigla inglês).

Na feira, os mineiros concorreram a bolsas de estudos em Harvard, uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior do mundo. Os adolescentes Cristopher Mateus Carvalho, Jaqueline Campos Costa e Júlia Maria Resende, de 15 anos, se tornaram motivo de orgulho para todos os moradores do município.

Júlia conta que ela e os colegas chegaram a ser alvo de deboches, enquanto tentavam a chance de ir para o país americano. “Nós desejávamos isso, apesar de parecer um sonho distante. Outros participantes nos perguntavam de onde éramos e, quando respondíamos, zombavam, questionando se a nossa cidade existia no mapa. No final, provamos para todos que sim, e que aqui existem pessoas competentes”, afirma a estudante.

Os alunos nunca tinham viajado para fora do país. Eles se prepararam por cerca de 45 dias. “Assim que soubemos da viagem, nos empenhamos em tudo. Fizemos um curso intensivo de inglês para apresentar nosso trabalho. Foi muita correria. A ansiedade tomava conta e o cansaço era constante, mas valeu a pena”, acrescenta Cristopher Mateus.

Ele e as duas colegas foram para a cidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, com a delegação brasileira composta por mais 33 estudantes, que também apresentaram seus projetos. Até mesmo momentos embaraçosos foram lembrados de forma descontraída pelos mineiros de Azurita.

Segundo eles, o aperto foi grande, principalmente por não terem domínio do inglês. Como o tempo para aprender o idioma foi curto, os estudantes tiveram que decorar a apresentação. Algumas adaptações foram feitas no texto apresentado, o que os deixou ainda mais apreensivos.

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O trabalho deles foi coordenado pela professora de biologia Fernanda Aires Guedes, de 25 anos. Em dezembro de 2011, ela convidou os três para participar da pesquisa “Comprovação do potencial medicinal da planta pariri (Arrabidae chica) e suas aplicações químicas em produtos fitoterápicos”. O pariri é uma planta medicinal difundida por toda a população de Mateus Leme, desde que houve um fato emblemático na cidade. Em 1995, um morador afirmou que o chá da folha o auxiliou na cura da leucemia.

Para comprovar esse potencial medicinal, os alunos foram, primeiramente, a campo para consultar pessoas que usavam a planta. Em seguida, realizaram a prospecção química, para descobrir as propriedades da folha e aplicaram o extrato do vegetal em quatro placas de bactérias patogênicas (Salmonella, Lactobacillus, E.coli e Shigella). Ao final, produziram produtos de uso tópico como pomada, sabonete e hidratante.

“Nós descobrimos a verdadeira fórmula do pariri”, afirma Júlia, listando suas propriedades fitoterápicas: “Serve como antimicrobiano, anti-inflamatório e cicatrizante. Funciona no tratamento de anemia, dores intestinais, hemorragia e diarreia sanguinolenta”.

E foi com essa descoberta que os alunos enfrentaram os jurados do evento nos Estados Unidos. Jaqueline conta que todos ficaram nervosos. “A perna tremeu e a barriga gelou”, relembra. A apresentação durou dez minutos, entre as explicações dos alunos e os questionamentos do júri. No final, receberam elogios dos jurados, que disseram que o trabalho era inovador e que os alunos tinham um grande potencial.

De volta à cidade e à rotina, depois de uma semana fora, os jovens cientistas pretendem aprofundar os estudos sobre a planta. Eles dissera que vão se preparar para novos concursos. “Ainda não chegamos à Harvard, mas queremos inovar mais, a cada dia. Da próxima vez, queremos trazer o prêmio máximo. Já estamos nos preparando para isso, nos dedicando a novos trabalhos de pesquisa”.

Informação | Hoje em Dia

 

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