Home Minas Gerais Cultura e lazer Festivais de caldos atraem clientes nas baixas temperaturas em casas tradicionais da capital
Festivais de caldos atraem clientes nas baixas temperaturas em casas tradicionais da capital
Escrito por Uai   
Sex, 22 de Julho de 2011 11:30

festival-de-caldosHá quem os tome independentemente do clima. No entanto, não há como negar que, num país tropical, com temperatura geralmente nas alturas, caldos, cremes e consomês ganham destaque durante o inverno (ainda que este seja breve e modesto). Vários restaurantes, bares, padarias e cafés, de maio a agosto, costumam oferecer algumas opções do gênero. De maneira geral, o que se encontra são os mais tradicionais, como feijão e mandioca. Há também lugares que apostam pesado no segmento, preparando cardápios diferenciados justamente para essa época do ano.

“O pessoal adora, tanto que antes mesmo de começar a temporada começam a perguntar quando será. Virou uma espécie de tradição”, afirma Júnia Quick, do Néctar da Serra. Este é o sexto ano que o espaço, com loja na Savassi e no Mangabeiras, promove seu festival de caldos. “As pessoas gostam mesmo é dos tradicionais, mas, a cada ano, procuramos introduzir uma novidade ou outra”, acrescenta.

Diariamente, o Néctar monta, a partir das 18h, um bufê de caldos. São 20 opções, entre salgados e doces. Entre eles há os fixos – como feijão carioca e feijão preto; canjiquinha; canja de galinha; mandioca com carne; aspargo, palmito – e os variáveis – moranga com camarão; espinafre; brócolis; legumes; cará - além dos doces, que são três: canjiquinha; mingau de milho verde; e arroz doce. Como a variedade é grande, Júnia lembra que muita gente prefere misturar, experimentando de tudo um pouco.

Casa especializada em saladas, o Néctar, fundado há 18 anos, sempre viu a demanda por elas cair nessa época do ano. “Durante o dia, as saladas continuam saindo, mas à noite o público sempre prefere as coisas mais quentinhas”, continua Júnia. No bufê ainda há espaço para vários complementos, de salsinhas e cebolinhas a cubos de bacon e pimenta-biquinho. Quarenta por cento dos caldos são vegetarianos.

Casa cheia

Já o festival de caldos do Café Santa Sophia está chegando à quarta edição. A noite é resumida às quartas-feiras, sempre com casa cheia. “Por mim, haveria sopa o ano inteiro”, afirma a proprietária, Magda Dias Leite. Mas, segundo ela, quem administra tudo é o tempo. A ideia é manter o festival até meados de agosto. Se, por acaso, o frio persistir, a noite também continua. “É o Climatempo que define”, brinca.

A cada quarta-feira são oferecidos, também em sistema de bufê, cinco tipos de caldos. Mas não há nada fixo. “É um cardápio anárquico, no bom sentido. Servimos o que está prevalecendo no dia. Se, por exemplo, compro um camarão maravilhoso, posso servir um consomê do mar. Então, é tudo muito livre”, acrescenta. Entre as opções já servidas neste inverno estão canja de bacalhau, sopa alemã de batata e bratwurst (linguiça assada), creme de cogumelo, de mandioquinha com mel e leite de coco. “Procuramos sempre dar um toque gourmet”, diz Magda.

Mesmo com as variações, ela mantém, semanalmente, duas opções fixas: sopa francesa de cebola e creme de tomate. Entre os complementos estão cesta de pães, torradas, crouton e bacon frito. Quando o inverno for embora, vale lembrar que os viúvos do festival poderão continuar tomando sopa. No cardápio regular do Santa Sophia há sempre uma sugestão de creme, que varia também a cada dia.

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Entre as opções de casas, não há quem bata em longevidade o Emporium. O restaurante no Mangabeiras que remete ao casario colonial completa este ano sua 17ª edição do festival de caldos (o espaço foi inaugurado há duas décadas). Todas as noites, entre maio e agosto, são oferecidas 15 opções. Os sabores seguem o perfil da casa, não há como ser diferente: mandioca, feijão carioca, feijão preto, dobradinha, mocotó, couve, verde e abóbora, entre outros.

Há ainda dois que levam nomes próprios: Dona Lourdinha (espinafre e carne moída, em homenagem à mãe do cliente que passou a receita) e João Diniz (abobrinha, creme de leite e frango, nome de um antigo sócio do restaurante). “Os caldos de feijão e mandioca continuam sendo os campeões de venda. Mas com as opções, o pessoal acaba misturando muito”, conta o proprietário, Roberto Pessoa. Os complementos são quase uma outra refeição, já que não faltam torresmo e ovo de codorna.

Onde ir

Café Santa Sophia

Rua Bárbara Heliodora, 59, Lourdes, (31) 3292-4237

O Festival de Caldos é promovido às quartas, das 19h30 às 22h30. Até a segunda quinzena de agosto. A cada noite são servidos cinco caldos. Valor: R$ 25 (bufê livre).

Emporium Armazém Mineiro

Avenida Afonso Pena, 4.034, Mangabeiras, (31) 3281-1277.
O Festival de Caldos é promovido de terça a sábado, a partir das 18h. Até 31 de agosto. São servidos 15 tipos de caldos. Valor: R$ 6,50 (por caldo).

Néctar da Serra

Avenida Bandeirantes, 1.839, Mangabeiras, (31) 3281-1466 e Rua Santa Rita Durão, 929, Savassi, (31) 3261-2969. 


O Festival de Caldos é promovido diariamente, a partir das 18h. Até a segunda quinzena de agosto. São servidos 20 tipos de caldos. Valor: R$ 23 (o quilo).

Informação | Uai

 

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