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Com endividamento e dólar alto, sobram pacotes de viagem
Escrito por O Tempo   
Qui, 28 de Junho de 2012 15:30

Turista com passagem aéreaA corrida pelas viagens das férias de julho, neste ano, demorou a começar. A venda de pacotes de turismo só se intensificou mesmo neste mês, e ainda há opções sobrando, conforme representantes do setor. O motivo: o endividamento da população e as oscilações do dólar, que estava em R$ 1,572 há um ano, e hoje passa dos R$ 2.

Tem agência vendendo mais pacotes para Natal e réveillon do que para as férias de julho. Com esse clima atípico, começam a postar em promoções como "criança não paga" e até no dólar "congelado" a R$ 1,99. Na Interpool Viagens, por exemplo, as vendas só melhoraram a partir do dia 15, segundo o diretor comercial, Paulo Testa. "Antes disso estava bem parado, mais fraco", conta.

O supervisor de vendas da Visual Turismo, Fernando Maciel Murta, conta que, normalmente, maio é responsável pelo pico de vendas da empresa, mas, neste ano, o consumidor deixou para comprar em cima da hora. "Junho está sendo melhor", diz.

Para ele, a postergação das compras de pacotes se deve ao endividamento. "As vendas foram realmente mais lentas neste ano. Acho que primeiro o consumidor quis pagar as dívidas para depois decidir sobre a viagem de férias", analisa. Não é para menos: segundo a Fecomércio Minas, de cada dez pessoas entrevistadas pela entidade em Belo Horizonte, sete têm dívidas.

A proprietária da Vturs Turismo, Vilma Alagiyawanna, salienta que as vendas caíram muito na comparação com o ano passado. "Está péssimo. Acho que o resultado deve ser fruto da inadimplência e talvez algum reflexo da crise internacional chegando no país".

Ela conta que chegou a vender US$ 1 milhão em janeiro e US$ 2 milhões em fevereiro e que neste mês, até agora, não chegou a US$ 300 mil. "Junho normalmente é uma época boa".

A Master Turismo pretende melhorar a situação com promoções das operadoras e câmbio congelado. "Acho que ainda é possível crescer na casa dos 5% para as vendas das férias de julho frente ao ano passado", diz o gerente de lazer da empresa, Felipe Dias.

Prós e contras. Se, por um lado, quem deixa para comprar na última hora pode encontrar descontos de até 90% nos sites de compra coletiva, por outro corre o risco de pagar mais caro. De acordo com o supervisor de vendas da Visual Turismo, Fernando Maciel Murta, um pacote nacional comprado com antecedência, que custa de R$ 600 a R$ 800, pode chegar a R$ 1.300 se for adquirido bem próximo da data de partida. "Nem é necessariamente o mesmo pacote, afinal, com o passar do tempo, os apartamentos dos hotéis mais em conta acabam. O transporte aéreo também sobe", observa.

Ele afirma que, para conseguir um bom preço, o ideal é comprar o pacote com seis meses de antecedência. A gerente administrativa Paula Carvalho já aprendeu a lição. No ano passado, comprou em cima da hora e pagou mais caro que a amiga que comprou antes. Neste ano, adquiriu a viagem com dois meses de antecedência. "Se você não compra com antecedência, pode não conseguir o que realmente quer ou, se consegue, paga mais caro", ressalta.

Informação | O Tempo

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