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Sou GG, e daí?
Escrito por Estadão   
Sex, 30 de Julho de 2010 09:00

Desfile de modas para gordinhasSábado de sol. Você passeia pela rua sem muita pressa, andando de um lado para o outro para matar o tempo. De repente, vê uma vitrine que chama atenção e decide entrar na loja para dar aquela olhadinha característica de quem não procura nada específico. A vendedora vem ajudar e olha para você com uma cara preocupada, um pouco sem graça, enquanto você examina as araras cheias. “Nosso maior tamanho é G, mas, preciso dizer que a forma é pequena”, murmura a moça, sem saber onde enfiar a cabeça. Você fica ofendida. Tem vontade de espernear, gritar e perguntar com quem ela acha que está falando. Mas esboça um sorrisinho igualmente encabulado e dá meia volta. Afinal de contas, um pensamento racional lhe ocorre: realmente, um vestido G não vai caber.

Muitas mulheres que vestem o chamado plus size já passaram por tipos semelhantes de constrangimento. Algumas se apertam em roupas pequenas ou vivem de dieta para perder algumas numerações e, enfim, conseguirem usar as roupas que querem. Mas, se você é uma delas, temos a felicidade de informar que esta rotina está mudando. A passos de formiga, é verdade, mas não podemos dizer que mães ou avós mais gordinhas tinham a oferta que temos hoje de marcas especializadas em moda de tamanhos especiais. Minha avó, por exemplo, tinha que costurar seus próprios modelitos – e assim fez durante toda a vida. Há, sim, várias grifes que se dedicam a modelagens maiores, mas o problema que os mulherões enfrentam agora é outro.

“Sinto falta de peças próprias para a minha idade. Muitas vezes, vou a uma loja e saio de lá parecendo uma mulher de 40 anos em tons pretos e marrons”, reclama a estudante Bruna de Oliveira, 17 anos. E ela tem razão. Presos no tabu de que cores sóbrias emagrecem, muitos estilistas de moda GG preferem se ater a tons sombrios, que não têm nada a ver com adolescentes e mulheres que gostam de se vestir de forma bem-humorada. Neste sentido, a indústria ainda peca muito e os designers têm medo de arriscar e não achar mercado para suas inovações.

 

Leia também: Confecções de Divinópolis apostam nos tamanhos GG.

 

Semana de Moda para grandes mulheres

 Nos Estados Unidos, há uma vasta corrente de meninas que se autoproclamam “fatshionistas“. Nos dias 8 e 9 de julho, 11 blogueiras organizaram a Young Fat and Fabulous Conference em Nova York, um encontro com vendedores de roupas plus size. No fim de semana, elas conversaram com os lojistas sobre o que esperam da moda, sua autoimagem e o quão cafona lhes parece essa história de disfarçar os quilinhos extras com as roupas. “Adoro jeggings (leggings de jeans), e, quanto mais apertadas, melhor para mim”, disse ao The Ny Times Amelia Pontes, dona do blog Sound Bites – e, a propósito, muito feliz com sua forma física.

Por aqui, as iniciativas ainda são modestas. O maior evento que temos no estilo é o Fashion Weekend Plus Size, que aconteceu no fim de semana passado no Senac Faustolo, de São Paulo. O local é respeitado por manter uma boa escola de Moda. Presumimos, afinal, que haveria inovações para o público interessado. Que nada. Apesar da plateia parecer feliz e satisfeita com o que era mostrado, o que vimos nos desfiles foram marcas sem conceitos elaborados ou que não pretendiam questionar o que está no mercado atualmente. Foi, enfim, um festival de peças em malha, estampas batidas, combinações previsíveis e peças que não pareciam ter um cuidado muito detalhado em sua confecção.

Mulheres compram roupas tamanho GG“Realmente, os estilistas se sentem intimidados de fazer coleções mais ousadas e as pessoas não aceitarem”, explicou Renata Poskus, organizadora da segunda edição do encontro. Ela disse, também, que a intenção do evento não é lançar tendências, mas mostrar o que fica bem nas gordinhas e o que elas vão encontrar nas lojas no próximo verão. “E é muito difícil apostar em tecidos novos que podem não ficar bem nelas, mesmo porque seus armários ainda são muito básicos e este é um público que tem mais receio de inovar nos próprios looks”, justificou. É um progresso a passos bem lentos quando comparado às semanas de moda tradicionais.

Por outro lado, a descontração do evento empolga qualquer um. As modelos deixam a seriedade em casa: quando paravam frente ao pit dos fotógrafos, mandavam beijos, levantavam os pés e faziam poses engraçadas. Muitas eram modelos fotográficas profissionais e faziam ali seu primeiro desfile. Nos intervalos entre uma grife e outra, garçons serviam refrigerantes e salgadinhos, e o legal era ver que a maioria dos presentes eram, de fato, plus size e queriam peças feitas para eles, e não emagrecer para usar roupas da moda. “Nunca deixei de usar nada que quis por causa do meu peso, sou muito bem-resolvida”, dizia a dançarina do ventre Thamini Garcia, 23 anos.

Mas sejamos justos: algumas marcas levaram coleções muito bacanas às passarelas – e o evento foi destaque até na Vogue Itália! Uma delas é a Flight Level, que tem lojas em Americana e Campinas (mas dá para encomendar  pelo site). É uma grife de moda jovem, que aposta em cores fortes e conjuntos interessantes de camisas divertidas e leggings, além de acessórios como coletes e chapéus. Outra muito legal é a Milanina, que traz modelos mais soltinhos com detalhes de renda e fitas marcando a cintura.

Ou seja: há, sim, uma luz no fim do túnel para as grandes mulheres do Brasil. Quem sabe, um bom passo seria elas mesmas começarem a se interessar por moda e entrar no ramo? Percebemos uma certa carência de estilistas plus size no evento, enquanto muitas magrinhas fazé que assinavam os modelitos. Já é um bom ponto para começar a entender a questão, certo? Informações do Estadão.

 

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