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No mundo da internet, empresas já nascem multinacionais
Escrito por IG   
Sex, 29 de Junho de 2012 16:00

Alex LjungEm 2007, quando Alex Ljung, um empresário poliglota, fundou o serviço de compartilhamento de músicas online chamado SoundCloud, em Estocolmo, ele sabia que a empresa precisava de uma estratégia de expansão internacional desde o princípio. A empresa não possuía um grande mercado nacional, nem acesso a uma grande quantidade de desenvolvedores de alto nível.

Alguns meses depois que a empresa foi aberta, Ljung e seu sócio, Eric Wahlforss, se mudaram para Berlim, para ficar mais perto de muitos dos maiores mercados da região e para aproveitar a grande comunidade de startups da cidade. Neste ano, ele começou a entrar no mercado dos Estados Unidos, arrecadando US$ 50 milhões em investimentos feitos pela Kleiner Perkins Caufield & Byers, a gigante do capital de risco do Vale do Silício, e por outras empresas.

Ljung, que nasceu em Londres e foi criado na Suécia, divide seu tempo entre a Alemanha e os Estados Unidos. "Era óbvio que nossa empresa precisava ser global desde o princípio", afirmou. "Nós somos mais cidadãos da internet que cidadãos de um determinado país."

Com o mercado europeu espalhado por mais de 50 países e com a economia do continente lutando sob o peso de sua crise, as startups são forçadas a se tornarem globais desde sua fundação. À medida que os mercados internacionais, em especial as economias emergentes que crescem rapidamente, se tornam mais importantes para o crescimento das startups, os empresários europeus esperam que sua experiência em mercados estrangeiros os ajude a competir contra seus rivais dos Estados Unidos, que estão mais bem estabelecidos e têm maior acesso a financiamentos.

"O DNA dos europeus contém uma mentalidade global" afirmou Saul Klein, um dos sócios da Index Ventures, empresa de capital de risco com sede em Genebra, que deu apoio a algumas das mais famosas startups europeias, incluindo o Skype e a rádio virtual Last.fm. "Grandes empresários podem vir de qualquer lugar. Até mesmo startups de pequenos países podem competir no cenário global."

Enquanto o Vale do Silício continua a dominar o setor do capital de risco, cidades como Londres, Paris e Berlim estão atraindo grande quantidade de investidores e startups na área de tecnologia e em outros setores como os serviços financeiros e a moda. O bairro do East End, em Londres, que abriga os jovens empresários da cidade, registrou aumento de 40% no número de startups no ano passado, de acordo com as estatísticas do governo britânico.

As empresas jovens nas grandes capitais europeias têm acesso a mão de obra global e poliglota, acostumada a se movimentar entre diferentes idiomas e culturas. Universitários bem educados estão mais dispostos a trabalhar para novas empresas, uma vez que as grandes companhias não estão contratando com a mesma intensidade durante a atual crise econômica. Desde 2008, a Criteo, empresa com sede na França que ajuda as empresas a venderem para clientes online, passou de uma equipe de 20 pessoas para 500 funcionários de mais de 15 nacionalidades, em seus 15 escritórios ao redor do planeta.

"Nós nos tornamos uma empresa global", afirmou Jean-Baptiste Rudelle, um dos fundadores da Criteo, que se mudou para a Costa Oeste para gerenciar as atividades da empresa nos Estados Unidos. "Ainda somos uma empresa europeia, mas com uma presença internacional."

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A nova geração de startups europeias ainda precisa trabalhar duro, em função da atual situação econômica da região. Os volúveis mercados de capital fazem com que seja mais difícil para que as empresas abram seu capital, e muitas grandes empresas evitam gastar suas reservas com a compra de startups.

Os investidores de risco também diminuíram seus investimentos. Startups com sede na Europa captaram ao todo 762 milhões de euros em recursos no primeiro trimestre deste ano, queda de 41% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Dow Jones VentureSource, que analisa o setor de capital de risco. A captação de recursos para startups nos Estados Unidos caiu 18% durante o mesmo período.

A despeito da fraqueza econômica, Kristjan Hiiemaa, fundador da empresa de softwares para e-commerce, Erply, continua a progredir. Iniciada em Tallinn, na Estônia, em 2009, a empresa tem hoje com escritórios em Londres e Nova York e espera dobrar sua base de clientes para 100 mil até o fim do ano. A Erply conta com uma grande quantidade de empresas da Fortune 500 entre seus clientes, incluindo o PayPal, do eBay, e a empresa de cosméticos Elizabeth Arden.

"Em Nova York ou Chicago, ninguém se importa com o fato de sermos da Estônia", afirmou Hiiemaa. "Temos uma equipe internacional e nossos clientes são do mundo todo."

A capacidade de conquistar novos clientes em lugares distantes pode se tornar mais importante à medida que as startups concentram seu crescimento nos mercados emergentes. Os países ocidentais ainda são os que mais atraem a atenção dos empresários. Mas os analistas afirmam que o crescimento da classe média em países como a China e o Brasil está forçando as empresas a desenvolver estratégias antes de seus concorrentes nacionais, que frequentemente copiam as ideias comerciais das startups ocidentais.

Para competir nessas economias em desenvolvimento, as startups precisam estar dispostas a mudar rapidamente seus negócios, alinhando-os às culturas e línguas nacionais. Depois de se expandir com sucesso para esses novos mercados e superar as dificuldades de conquistar os clientes estrangeiros, startups europeias como a SoundCloud e a Erply acreditam que estão em um lugar vantajoso.

"Agora, os produtos são internacionalmente atraentes desde o princípio", afirmou Danny Rimer, sócio da Index Ventures no Vale do Silício, que investiu em ambas as empresas. "A vantagem da Europa é que as empresas já sabem como se adaptar a novos países."

Informação | IG

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