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O futuro ambiental do vazamento da BP
Escrito por IG   
Seg, 02 de Agosto de 2010 09:00
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Pelicano cheio de oleo no desastre ambiental da BPO pior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos já completou mais de 100 dias, com a situação finalmente controlada pela BP, pelo menos nas aparências. O óleo já não vaza mais desde 15 de julho e em mais alguns dias deve terminar a perfuração do poço auxiliar que irá desviar o fluxo de petróleo e encerrar o derrame em definitivo.

O mar do Golfo do México não será o mesmo após os mais de 350 a 700 milhões litros de petróleo que se misturaram às suas águas. As conseqüências ambientais do desastre ainda não são mensuráveis, embora os esforços para sua avaliação já começaram. Monitoramento de vida selvagem, avaliação do impacto de acidentes parecidos no passado e novas medidas de segurança vão todas fazer parte deste futuro pós-Deepwater Ocean.

Baleias e pássaros: os efeitos no ar e no mar

Tubarão morto na praia devido ao desastre ambiental causado pela BPA Universidade de Cornell e o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) nos EUA estão colaborando em um projeto para descobrir os efeitos potenciais sobre as baleias da nuvem de óleo que se formou abaixo da superfície do mar no Golfo do México. Eles irão colocar no fundo do mar 22 gravadores submarinos que irão captar durante três meses os sons das baleias. Após esse período as unidades receberão um sinal para emergir com os dados que serão então analisados.

Os gravadores serão distribuídos por uma região que vai do Texas à Florida. O objetivo do trabalho é captar os sons do ecossistema e compará-los com de áreas aparentemente não afetadas onde serão colocados alguns dos sensores. A escolha da baleias é por elas “refletirem a saúde do ambiente em que vivem” segundo Christopher Clark, chefe do Programa de Pesquisa em Bioacústica de Cornell. Um projeto semelhante, só pelo ar, está sendo feito pelo mesmo laboratório: o monitoramento de aves que passam pela região. O objetivo é saber se há alguma conseqüência, por exemplo, em sua reprodução. Os pesquisadores contam neste trabalho com a ajuda de voluntários que podem observar características de ninhos de pássaros e cadastrar as informações no site NestWatch.

A ideia é que os colaboradores visitem os ninhos duas vezes por semana durante alguns minutos e tomem dados como número de ovos, de filhotes e quantos deles deixam o ninho ao longo das semanas. “Muitos dos pássaros que fazem ninhos nos quintais de toda a América do Norte, como tordos-sargentos [também conhecidos como pássaros-pretos-de-asa-vermelha] e andorinhas, passam parte do ano no Golfo do México onde podem ter sido afetados pelo vazamento”, explica Laura Burkholder que também trabalha no laboratório.

O racional por trás de buscar monitorar o maior numero de ninhos possível agora é ver como está a saúde deles antes dos pássaros encontrarem o vazamento. Com o passar dos anos será então possível verificar os possíveis efeitos de longo prazo sobre eles. Informações do IG

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