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Quando a bebida se torna um problema
Escrito por UOL   
Qua, 03 de Agosto de 2011 15:30

bebidaO Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos define que beber moderadamente é não exceder um drinque diário para as mulheres e dois para os homens. Drinque, no caso, representa algo em torno de dois copos de cerveja, uma taça de vinho ou meia dose de destilado. Mas o uso “moderado” reside em uma linha tênue entre o abuso de álcool e a sua dependência:

O abuso de álcool acontece quando beber resulta em recorrentes consequências negativas. Aqueles que se comportam desta maneira geralmente deixam de cumprir suas obrigações na escola, no trabalho ou com a família. Costumam lidar com problemas envolvendo a lei, como passagens pela polícia por dirigir embriagado. As relações amorosas também sofrem por problemas relacionados à bebida.

Alcoólatras

Tecnicamente conhecidos como dependentes de álcool – são aqueles que perderam totalmente o controle sobre o uso de álcool. Não interessa o tipo de bebida ou o quanto, pessoas com este tipo de dependência são incapazes de parar de beber uma vez que começam. É caracterizado pela tolerância (a necessidade de beber sempre mais para sentir-se bêbado) e sintomas de abstinência, quando o consumo de álcool é interrompido. Os sintomas incluem náusea, sudorese, inquietação, irritabilidade, tremores, alucinações e convulsões.

Apesar de o alcoolismo chamar a atenção do poder público, o abuso moderado de bebidas também pode causar sérios problemas, tanto para quem consome, para suas famílias e também para a comunidade.

De acordo com o Instituto Americano de Abuso de Álcool e Alcoolismo (NIAAA, na sigla em inglês), 1 em cada 13 adultos já abusou de álcool ou irá abusar em algum momento. Uma pesquisa de 1997 realizada pelo governo americano aponta que os jovens também têm problemas com álcool. Cerca de 5 milhões de jovens, com idades entre 12 e 20 anos, abusa de bebidas alcoólicas, o que significa que uma mulher consome pelo menos quatro drinques em uma ocasião e, os homens, pelo menos cinco.

As causas desta desordem

Problemas com a bebida têm diversas origens. Estão envolvidos fatores genéticos, psicológicos, sociais ou todos juntos. Mas estes fatores não afetam os indivíduos da mesma forma. Para alguns que abusam do álcool, traços psicológicos como impulsividade, baixa autoestima e a necessidade de aprovação levam ao consumo inapropriado. Alguns usam a bebida como forma de lidar ou “medicar” problemas emocionais. Fatores sociais e ambientais, como a pressão dos pares e a disponibilidade fácil de bebidas, têm um papel importante. Pobreza e abuso físico ou sexual aumentam as probabilidades de desenvolver uma dependência por álcool.

Os fatores genéticos tornam algumas pessoas especialmente vulneráveis a esta dependência. O que não quer dizer que o filho de um casal alcoólatra necessariamente terá problemas, ou o contrário, que um casal saudável não corre o risco de ter um filho alcoólatra. Uma vez que a pessoa começa a beber excessivamente, o problema se perpetua por si mesmo. Beber muito pode causar mudanças psicológicas que fazem que beber muito seja a única forma de afastar o desconforto. Dependentes de álcool bebem em parte para reduzir ou evitar os sintomas da abstinência.

Como a bebida afeta as pessoasbanner-mantrux-250

Enquanto algumas pesquisas sugerem que pequenas doses de bebidas diárias podem ser benéficas ao coração, diversos estudos concordam que beber muito leva a problemas de saúde. Na realidade, 100 mil pessoas morrem de causas relacionadas ao álcool só nos EUA. Os efeitos de curto prazo incluem perda de memória, ressacas e “apagões”. Em longo prazo, o uso abusivo de bebida alcoólica pode causar doenças estomacais, problemas cardíacos, câncer, danos ao cérebro, perda de memória grave e cirrose hepática. Quem bebe muito aumenta as chances de morrer por acidentes de carro, homicídio e suicídio. Embora se acredite que os homens estejam mais suscetíveis a beber mais, as mulheres são as que sofrem mais seus efeitos, mesmo consumindo pequenas doses.

Problemas com bebida também causam um impacto negativo na saúde mental. O abuso de álcool e o alcoolismo podem piorar condições já existentes, como depressão, ou induzir a novos problemas, como perda de memória, depressão e ansiedade.

E estes problemas não afetam apenas quem consome as bebidas. De acordo com a NIAAA, mais da metade da população norte-americana tem pelo menos um parente próximo com o problema. Cônjuges e filhos de dependentes são mais suscetíveis a enfrentar violência familiar; as crianças têm mais riscos de sofrer abuso físico, sexual e negligência do que os cônjuges, e podem também desenvolver problemas psicológicos. Mulheres que bebem durante a gravidez correm um risco sério de afetar negativamente seu feto.

O momento de buscar ajuda

Dependentes de álcool costumam esconder sua condição ou negar que têm um problema. Como buscar ajuda ou ajudar alguém nesta condição? Se você desconfia que tem problemas com a bebida, observe se os seus amigos ou parentes expressam preocupação constantemente, ou se você se irrita quando alguém o critica por estar bebendo, ou se sente culpa ao beber ao perceber que não consegue diminuir o ritmo ou parar – ou se precisa de uma dose logo pela manhã para acalmar os nervos ou evitar a ressaca.

Algumas pessoas com problemas com a bebida trabalham duro para melhorar e, geralmente, com o apoio da família ou de amigos, eles conseguem se recuperar. Geralmente, eles não têm força de vontade para tomar a decisão sozinhos e muitos precisam de ajuda. Talvez até de supervisão médica para desintoxicação para evitar alguns sintomas da parada brusca, como convulsões. Uma vez que a pessoa se estabiliza, ela talvez precise de ajuda com questões psicológicas associadas a seu problema.

Existem diversas abordagens disponíveis para se tratar os problemas com o álcool.

Como o psicólogo pode ajudar?

Os psicólogos treinados e com experiência para lidar com problemas relacionados ao álcool podem colaborar de diversas formas. Antes de o dependente buscar ajuda, este profissional pode ajudar a família ou outros a motivar o dependente a mudar.

Ele também pode avaliar o grau do problema. Os resultados desta avaliação podem colaborar em uma orientação inicial para o tratamento mais indicado e ajudar o dependente a obter tratamento. Aqueles com problemas com bebida aumentam suas chances de recuperação se procuram ajuda cedo.

Por meio da terapia, o profissional pode colaborar com o aumento da motivação para que o dependente pare de beber, identificar as circunstâncias que desencadeiam a vontade de beber, ensinar novos métodos para que o dependente lide com as situações de risco que a bebida provoca e desenvolver sistemas de apoio social dentro de sua comunidade, como o Alcoólicos Anônimos (AA).

Muitos dependentes sofrem de outras condições mentais, como ansiedade severa e depressão, ao mesmo tempo. Os psicólogos colaboram no sentido de identificar e tratar estas comorbidades psicológicas. O tratamento de um dependente envolve diversos profissionais da saúde, e o psicólogo pode ter papel fundamental na coordenação deste trabalho.

Ele também colabora no entendimento da família sobre a condição do dependente em tratamento e, por meio de terapia em grupo, pode restabelecer ou restaurar as relações entre os familiares. O apoio da família é fundamental para quem está em tratamento. O mau relacionamento com os familiares muitas vezes é a motivação que leva um dependente a beber.

O psicólogo pode colaborar no sentido de reduzir as chances de recaídas, que é quando o dependente fica um tempo sem beber e de repente volta ao problema. Com a ajuda deste profissional, ele pode aprender com essas experiências. Se o dependente não consegue largar o vício, o psicólogo pode ajudar a reduzir o consumo e minimizar os problemas.

Mesmo recuperados, muitos ex-dependentes podem buscar ajuda em grupos de apoio para se manter na linha, e o psicólogo pode liderar estes grupos.

Distúrbios relacionados ao álcool impactam severamente a saúde. Mas as perspectivas de melhora em longo prazo para quem busca a ajuda apropriada são boas. Psicólogos trabalham no sentido de aplicar seus conhecimentos para ajudar quem sofre desses problemas e tornar cada vez mais disponível a ajuda a quem precisa.

Informação | UOL

 

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