| Assassinato do Dinho Mourão: mandante pode ter sido o próprio filho |
| Escrito por Hoje em Dia | ||||
| Sex, 08 de Outubro de 2010 21:48 | ||||
Após dois meses de investigações, contradições, desmentidos públicos e divergências entre familiares e investigadores (que ainda continuam), a Polícia Civil declarou, no final da tarde desta sexta-feira (8), em Divinópolis, Região Centro-Oeste de Minas Gerais, ter nas mãos seis homens suspeitos de serem os assassinos do empresário Geraldo Lucchesi Mourão. "Dinho Mourão", como era conhecido no município, foi morto com três tiros a queima roupa, na noite do dia 12 de agosto, dentro do próprio carro, que foi encontrado, ainda ligado, às margens da MG 050. Wilian Adriano de Castro, 33 anos; Luiz Felipe Gonçalves do Nascimento, 21 anos; Alexander de Freitas Mendes, 21 anos; Anderson Fernando Silva, 24 anos; Saulo Cândido Castilho, 19 anos e Breno Resende Lucchesi Mourão, 37 anos, filho do empresário, já estão à disposição das autoridades. Eles foram encaminhados ao presídio Floramar, onde vão aguardar decisão judicial.
Segundo o delegado que conduziu as investigações, Leonardo Moreira Pio, o pagamento do crime foi feito com dois quilos de maconha e cerca de 500 gramas de crack e uma quantia não determinada em dinheiro. De acordo com o policial, parte da droga foi entregue ao executor do crime, Saulo Castilho, o ‘Saulinho’, no dia anterior ao crime. A outra metade foi entregue horas antes do dia do assassinato. Pio afirmou que os entorpecentes foram fornecidos por Nascimento, Mendes e Silva. Em entrevista coletiva, o delegado afirmou ter convicção de que o crime foi armado e executado pelos suspeitos presos. “Esgotamos todas as linhas de investigação para chegarmos a essa conclusão. Não restam dúvidas que estes são os envolvidos no assassinato que ceifou a vida do empresário”, disse. O delegado afirmou que os seis homens participaram do arcabouço do crime, e que Mourão, filho do empresário, seria o autor intelectual. “Ele foi motivado por divergências familiares e questões patrimoniais”, pontuou. Os presos podem ser condenados por homicídio qualificado e formação de quadrilha. Se condenados, podem pegar penas que variam de 12 a 30 anos de detenção. Apesar da notícia ter deixado chocada grande parte da população de Divinópolis, e de ter mobilizado toda a imprensa, a defesa do filho do empresário é categórica em afirmar sua inocência. “A acusação de um homicídio qualificado é gravíssima, ferindo e manchando a imagem do acusado de forma irreversível. Estão valorizando o depoimento de uma pessoa que reconhece a prática de crimes, dando credibilidade a ele em detrimento a um cidadão de bem. Portanto, é preciso ter cautela, principalmente a autoridade policial, em não se precipitar em julgar antecipadamente ninguém e aguardar a colheita definitiva das provas”, observou Sânzio Baioneta Nogueira. Questionado sobre um possível pedido de Hábeas Corpus, o advogado disse que ainda não vai interpor a solicitação, pois ‘ainda não teve acesso ao decreto da autoridade judiciária’. Nogueira completou que é grande a indignação de todos os familiares em relação a prisão do filho do empresário morto. Respeitado no município, o empresário assassinado era filho do ex-vereador, ex-deputado estadual e ex-prefeito de Divinópolis, Alvimar Mourão. Pai de cinco filhos, a vítima era tido como discreto em sua vida pessoal e também nos negócios, o que teria, segundo a polícia, dificultado as investigações. Proprietário de um motel e um posto de gasolina, ele foi dono de uma ilha em Furnas, no Sul de Minas. Antes de sua morte, estava dedicando seu tempo a construção de uma casa em um terreno de sua propriedade, onde futuramente pretendia construir um loteamento. Informações do Hoje em Dia.
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Comentários
É pena que a policia tão decidida ao prender um inocente, não tenha a mesma "competencia" para conter invasão de sem terra,perseguir traficantes ou apurar a roubalheira do PT do Lula....
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