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Saiba mais sobre o transtorno bipolar!
Escrito por Rederms   
Ter, 20 de Julho de 2010 11:00
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Desenho sobre transtorno bipolarQual as faces do transtorno bipolar? Entre a euforia e a depressão, o Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva, é caracterizado por oscilações ou mudanças cíclicas de humor. Estas mudanças vão desde oscilações, como nos estados de alegria e tristeza, até mudanças acentuadas e diferentes do normal, como episódios de mania, hipomania, depressão e mistos.

Pouco se sabe sobre a origem dos transtornos mentais, mas já é bem estudado que fatores genéticos e ambientais convergem para o adoecimento de milhares de pessoas em todo mundo. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 10% da população tem o Transtorno Bipolar.

Segundo o médico Psiquiatra Geral e Especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência pela Associação Brasileira de Psiquiatria, Dr. Márcio Candiani, uma pessoa com transtorno bipolar está sujeita a episódios de mau-humor, desespero, depressão e alguns períodos de estabilidade emocional, o que causa muitos estragos na esfera emocional e social.

“Todas as pessoas mudam de humor no mesmo dia, no mesmo mês ou em um mesmo ano, o que é bastante normal. Já o transtorno bipolar apresenta uma variação maior do humor, o que causa prejuízos aos pacientes, tanto no pessoal, quanto no social. O diagnóstico clínico precisa de um tempo de observação e tem história pregressa de oscilação grave do humor. Mas há casos em que o paciente é atendido num surto maníaco ou depressivo", explica o Dr. Márcio Candiani.
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Para o psiquiatra, o diagnóstico ideal deveria ser feito antes do primeiro surto, quando o paciente chega ao consultório com uma depressão atípica, apresentando muito sono, ganho de peso, falta de energia, irritabilidade e histórico familiar. "O bipolar deve ter tido pelo menos um episódio anterior de hipomania (mania leve) ou episódio de mania para preencher os critérios de transtorno bipolar, por no mínimo duas semanas. Os principais sintomas são a redução da necessidade de sono, irritabilidade, idéias deliródes de grandeza, megalomania, gastos excessivos, comportamento impuslivo e agressivo, hipersexualidade, agressividade, logorréia (falar sem parar), taquipsiquismo (pensar muito rápido), fuga de idéias (mudar de um asunto para o outro), e agitação psicomotora (não parar quieto)”.

Até os 25 anos de idade, a auxiliar de enfermagem Mônica Souza afirma ter tido uma vida normal. Alegre e bastante extrovertida, Mônica sempre foi rodeada de amigos e conhecida pela sua franqueza extremada. Ao completar três anos de casamento, veio o segundo filho, mas não planejado. Nessa época, ela estava vivendo um bom momento profissional e temeu que o filho prejudicasse sua carreira. Quando estava grávida, Mônica percebeu que as alternâncias de humor aumentaram muito, prejudicando o seu dia-a-dia.

Grávida e brigando muito com o marido, amigos e familiares, por qualquer motivo, ela resolveu procurar um psicólogo, que a encaminhou para um psiquiatra para iniciar o tratamento contra a bipolaridade. Logo após o nascimento da criança, ela diz ainda que chegou a ficar três meses internada, por depressão pós-parto. “Como desconhecia o que era bipolaridade, não levei o tratamento a sério no período da gestação. Quando voltava a ter bom-humor, não ia as consultas médicas e parava de tomar o remédio. Só voltava quando ficava realmente triste. Quando meu filho nasceu, tive um surto e não queria aceitá-lo. Hoje, graças ao tratamento, aceito o meu filho e retonei a minha vida profissional”, desabafa. Informações da Rede de Mobilização Social.
 

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