| O abandono e os efeitos psicológicos |
| Escrito por Aline Souza | ||
| Sex, 29 de Outubro de 2010 16:47 | ||
Algumas pessoas vivem tal sentimento logo cedo. Não me refiro ao abandono do nascimento. Mesmo quem teve os pais pode se sentir abandonado. Isto ocorre quando a criança não é aceita em sua realidade e não vivencia a autenticidade dos seus próprios sentimentos. Nestes casos há a possibilidade de ocorrer problemas psicológicos que podem se perpetuar por muitos e muitos anos. O amor dos pais, maridos, filhos, amigos e pessoas do nosso convívio exerce papel fundamental em nossa estrutura psicológica, oferecendo a sensação de valor. Quando tais relações não estão indo bem, o individuo se sente rejeitado e inaceitável. A tão falada auto-estima, ou seja, o sentimento de valor é essencial para a saúde mental, pois quando sentimos valorizados possuímos aptidão de cuidar de nós mesmos, de todas as formas necessárias. O abandono também pode desencadear no individuo o sentimento de culpa profunda, buscando incessantemente que alguém que o valorize, podendo gerar relacionamentos de muita dependência, apegando-se em objetos, pessoas ou qualquer forma de comportamento que represente segurança como sexo, comida e drogas. No relacionamento a dois as complicações são uma situação improdutiva e conseqüentemente não há troca, nem crescimento e sim muito sofrimento, tornando um vínculo difícil de ser rompido, devido o medo de ficar só, evitando a todo custo, um abandono.
Em alguns casos podem acontecer o comportamento contrário. A pessoa mesmo querendo manter a relação, abandona a outra pessoa, para que ela não seja abandonada. Existem também indivíduos que exageram nos cuidados com o outro, gerando a necessidade extrema de agradar o outro, a dificuldade de dizer não, buscando sempre o reconhecimento e aprovação. Devemos ficar atentos, pois uma dolorosa experiência traumática pode desencadear uma mobilização frente ao desconhecido, sem permitir-se crescer, transcender e nos resistindo a mudanças. A psicoterapia busca tornar consciente as dependências e suas eventuais conseqüências; aceitando a realidade de maneira equilibrada e consciente, evitando relações doentias e tornando o individuo responsável por si mesmo. Aline Souza é psicóloga e escreve toda semana nesta coluna. Contatos: (37) 9193-5600 - psiquedealine@yahoo.com.br |
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um grande bj!
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