| Cresce número de gestantes usuárias de drogas em Divinópolis |
| Escrito por InformeDivi | ||
| Qua, 21 de Março de 2012 10:00 | ||
De acordo com o ginecologista e obstetra Edgard Ferreira Duca Júnior, o pré-natal de alto risco já é oferecido no município há cinco anos e oferece todo suporte às gestantes que precisam de cuidados redobrados, “ A gente está cuidando e recebendo aquelas pacientes que exigem um cuidado especial, seja aquelas pacientes que estão na faixa etária antes dos 15 anos e aquelas pacientes acima de 40 anos. Então a prevalência de morbidades nesta faixa etária é maior e isso exige um acompanhamento mais de perto” explica. Porém uma das situações que tem chamado mais atenção é o aumento dos casos de pacientes drogaditas que buscam o pré-natal. Na maioria das vezes a droga mais usada é o crack. Por ser uma situação nova, o município ainda não tem um mapeamento específico para este tipo de atendimento, “Eu não sei te falar o número certo, mas a gente sempre está tendo um caso novo aqui. Um a cada mês, uma paciente que usa crack, maconha, bebida alcoólica” relata o obstetra. Edgard ressalta que pacientes com esse perfil são gestantes que necessitam de um acompanhamento mais intensivo que inclui o apoio da assistência social, já que na maioria dos casos essas mulheres se recusam a buscar tratamento e deixam de procurar as consultas e exames, “Geralmente é um familiar que as trazem para a Policlínica, uma mãe, uma tia que vê que a mulher está grávida e desleixada e vem acompanhando. Então a mãe é que trás e fica sempre em cima cobrando da própria paciente esse acompanhamento nosso. Não há uma média calculada, mas a gente já tem observado uma frequência um pouco maior no número de casos” revela.
RISCOS Se engana quem pensa que somente a mulher sofre e se prejudica com o uso de drogas durante a gravidez. Segundo o obstetra tanto a mãe quanto o bebê podem passar por várias complicações, “O risco é o seguinte, não são feitos exames de rotina no pré-natal e geralmente são gestantes que alimentam mal, são desnutridas e isso aí já é um aspecto complicador, tanto para mãe quanto para o filho. Vai gerar uma criança pequena com risco de parto prematuro e a mãe desnutrida está sujeita a complicações durante o parto e pós-parto” frisou. Nos casos em que a mãe faz uso dos entorpecentes durante toda a gestação, o bebê pode nascer com crises graves de abstinência e apresentar crises convulsivas, mal formação e deficiências. Rita de Cássia Malachias Morato, referência técnica em saúde da mulher contou que no último encontro de gestantes do município foi disponibilizado um profissional para falar sobre os risco do uso de drogas na gravidez, “Muitas das vezes o uso dessas drogas é descoberto na hora do parto porque essas mães não procuram as unidades para fazer o pré-natal, elas ficam nas ruas, pensando no crack, nessas drogas e muitas vezes não fazem o pré-natal” explicou. Informação | InformeDivi - www.informedivi.com.br |
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