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Novas redes, nova realidade
Escrito por Túlio Rivadávia   
Seg, 31 de Agosto de 2009 22:57
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Convergência e interatividade eram os resultados de profecias e pesquisas acerca do novo modelo comunicacional criado pela internet. A conectividade se aperfeiçoou e a macro rede se transformou na internet 2.0. O que antes eram profecias se transformaram em realidade, não apenas se transformaram, mas se tornaram agentes importantíssimos para a criação de uma nova realidade.

 

A internet 2.0 chegou dando espaço ao individuo, ao mesmo tempo conflitando as fronteiras do paradoxo: publico / privado. As novas redes sociais geram celebridades, criam anônimos, informam, dialogam e abrem espaço para um novo conceito de consumidor de massa. Não é por acaso que me interesso e me fascino a cada dia com as múltiplas funcionalidades de um mesmo espaço virtual. Muito mais que convergência e interatividade, somos levados a experimentar e gerar nossos próprios canais e ainda ouso classificá-los como mass medias.

 Para falar de mass medias, devemos nos atentar para o novo modelo de massa criado pelas redes. Hoje somos consumidores e ao mesmo tempo fornecedores de informação. Ao mesmo tempo que temos espaços privados, produzimos conteúdos de caráter público, onde todos acessam (dentro de um limite ou não) e disseminam tal conteúdo. A massa a que me refiro são todos esses geradores e consumidores de informação. A industria cultural utiliza-se dos mass medias para a comercialização de seus produtos, a influencia desta está explicita nos rádios e trilhas sonoras disseminadas pelas novelas.

 Tomando como exemplo a musica, começamos a ter noção do grande poder das novas redes de gerir uma nova realidade de consumo de massa virtual. Me dou a liberdade de criar este conceito de “massa virtual” para que se separe tal conceito de massa, da massa criada e conceituada pela teoria critica da Escola de Frankfurt. Quando cito a massa virtual, falo de todos os usuários das redes que geram e consomem informação. A internet se apresenta como único meio de fuga dos mass media, mas ao mesmo tempo, se apresenta como uma geradora de novos mass medias em sua esfera. Para fugir das musicas disseminadas pelas rádios e pela TV como os atuais sertanejos universitários e tantos outros semelhantes, usuários recorrem aos downloads, my spaces e tantos outros. Não só uma fuga, mas como única alternativa de comunicação de um trabalho independente, autoral. Acendendo assim novamente a idéia de geradores e consumidores.

 È incrível como produtos apenas divulgados na rede se tornam conhecidos nacionalmente. Exemplos disso são gigantes produções como O Teatro Mágico, Moveis Coloniais de Acaju e tantas outras, através da conquista da massa virtual já ganham espaço nos mass medias fora da rede. Proponho a busca pelo movimento Musica Para Baixar (MPB), gerido por nomes como Leoni e Fernando Anitelli, que buscam encontrar alternativas para comunicação da música na rede e a livre opção pelos downloads.

 Desculpe-me a formalidade, mas para manter esta coluna queria deixar brevemente meus devaneios sobre a realidade criada pelas novas redes. Este portal é um exemplo claro deste novo tempo criado pela massa virtual, onde pessoas enviam (produzem) e lêem (consomem) a informação com uma assustadora instantaneidade. Aqui quero tratar de assuntos diversos e fomentar este debate acerca das novas ferramentas que geram a realidade criada a cada segundo. Fique a vontade para expressar seu ponto de vista e agregarmos ainda mais conhecimento a este importante debate. Nem sempre será assim, mas pode ter certeza que conteúdo não faltará. Sinta-se a vontade!

 

 

 

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