Comunismo, autocracia e a alienação brasileira: uma reflexão necessária

Diante da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de parte de seus ministros, além de apoiadores, uma reflexão se faz necessária.

No Brasil, criamos um hábito perigoso: usamos rótulos sem compreender o que significam. Chamamos Lula de “comunista”, como se comunismo fosse apenas permanecer no poder, e defendemos Bolsonaro, que, na prática, atuou como um autocrata.

Mas afinal, o que significam esses termos? Comunismo é um sistema que busca a igualdade social, sem classes e sem propriedade privada. Já a autocracia concentra o poder absoluto em um governante ou partido, sem limites legais ou participação popular.



Agora, é inevitável perguntar: qual desses conceitos se aproxima mais do que vimos nos últimos anos no Brasil?

Infelizmente, perdemos o gosto pela leitura, pela história e pelo jornalismo profissional. Hoje, grande parte das nossas convicções nasce de redes sociais como Instagram, Facebook, WhatsApp, Telegram e TikTok. Vivemos tempos de alienação, onde gritamos palavras de ordem sem saber ao certo o que elas significam.

Vemos um ex-presidente condenado por atos autocratas, enquanto muitos ainda o defendem acusando o adversário de comunismo. A ironia é cruel: chamar de “comunista” quem governa dentro da democracia e normalizar atitudes autocráticas que caminham para a supressão de liberdades.

Exemplos de autocratas de direita não faltam na história: Saddam Hussein, Bashar al-Assad, Hitler. É realmente esse o futuro que desejamos para o Brasil?

A recente condenação dos “golpistas” talvez tenha evitado que entrássemos em um ciclo eterno de autoritarismo. Antes de repetir discursos prontos, é preciso estudar, compreender conceitos e refletir sobre as próprias atitudes. Só assim poderemos fortalecer a democracia e evitar que a ignorância se torne o nosso maior inimigo.

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