Muito além do “Sextou, bebê”: a trajetória inspiradora de Henrique Maderite, o mineiro que transformou alegria em legado
Muito além do famoso “Sextou, bebê”, Henrique Maderite foi a personificação do jeito mineiro de viver: simples, trabalhador, bem-humorado e profundamente humano.
Nascido em Belo Horizonte e criado em Nova Lima, Maderite carregava no sotaque e no sorriso a leveza típica de Minas Gerais. Ainda jovem, aos 13 anos, começou a trabalhar ao lado do pai em uma indústria de laticínios, aprendendo cedo o valor do esforço e da responsabilidade.
Nos anos 2000, ingressou no setor da construção civil como sócio de uma construtora em Belo Horizonte. Em busca de oportunidades, chegou a morar no Pará — uma experiência que ampliou sua visão de Brasil e reforçou sua capacidade de adaptação.
O que viria a transformá-lo em um fenômeno nacional, porém, nasceu de forma despretensiosa. A partir de 2015, Henrique passou a se reunir com amigos todas as sextas-feiras, ao meio-dia, em bares da capital mineira. Sem roteiro, sem produção e sem pretensão, apenas encontros, risadas e autenticidade.
Foi em 2020 que esses momentos começaram a ganhar as redes sociais e o país passou a repetir seu bordão: “Sextou, bebê. Quem fez, fez.” Mais do que uma frase, a expressão virou um símbolo cultural, traduzindo o desejo coletivo de celebrar a vida apesar das dificuldades.
Em 2021, Henrique fechou seu primeiro contrato publicitário com a cervejaria mineira Laut, que passou a patrocinar os encontros. No mesmo ano, estruturou sua própria empresa de produção de conteúdo digital ao lado da esposa e da filha, profissionalizando aquilo que sempre foi genuíno.
O impacto de sua influência ficou ainda mais evidente em 2022, com a criação do “Sextou Solidário”. Em meio às chuvas que devastaram diversas cidades de Minas Gerais, Henrique mobilizou o país e arrecadou impressionantes R$ 2,6 milhões em apenas 72 horas, mostrando que redes sociais também podem ser ferramentas reais de transformação social.
A partir daí, grandes marcas brasileiras passaram a enxergar em Maderite não apenas alcance, mas credibilidade. XP, TIM e Banco do Brasil estiveram entre as empresas que confiaram sua imagem a ele.
Em 2024, veio um reconhecimento simbólico e histórico: Henrique assinou um contrato de naming rights e tornou-se a voz oficial da Estação Central do metrô de Belo Horizonte — um feito que eternizou sua presença no cotidiano da cidade onde tudo começou.
Na última sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026, o Brasil se despediu de Henrique Maderite, vítima de um ataque cardíaco fulminante. A notícia chocou fãs, amigos e seguidores, mas sua história permanece viva.
Seu maior legado talvez esteja resumido em uma de suas frases mais simples e verdadeiras: “Ser feliz é uma escolha diária.” Uma escolha que ele fez todos os dias — e que agora inspira milhares de pessoas a fazerem o mesmo.
Fonte: Radar Fin
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