Jovens desconectados: quem escolhe viver offline em pleno 2025?

A reportagem a seguir não é apenas uma história sobre jovens que vivem sem redes sociais. É um espelho que questiona: será que estar conectado o tempo todo é mesmo estar presente?

“Se não estás nas redes sociais, não existes.” A frase virou mantra da era digital, mas um grupo de jovens vem desmentindo essa máxima com um simples gesto: optando por não estar. Não por moda ou por nostalgia do analógico. Por escolha.

Em pleno 2025, onde quase tudo — de amizades a oportunidades de trabalho — parece exigir presença online, jovens como Alexandre, André, Bruno e Inês seguem um caminho contrário. Um caminho de menos distração e mais presença. Menos validação externa e mais conexão interior.



A geração Z, a mais conectada da história, cresce com a internet como extensão do corpo. Segundo o Eurostat, 95% dos jovens portugueses entre 16 e 29 anos usam a internet todos os dias. Mas há exceções. Raras, e por isso ainda mais valiosas.

Esses jovens não publicam stories nem fazem dancinhas no TikTok. Em vez disso, vivem intensamente no mundo real. Pintam, leem, conversam olho no olho, fazem ligações inesperadas para amigos que há tempos não veem. E garantem: há mais vida fora da tela do que dentro dela.

A psicóloga Raquel Raimundo afirma que esses perfis não são antissociais — são simplesmente diferentes. “As redes são uma forma de socializar, não a única. Muitos preferem a profundidade de uma conversa real ao imediatismo de um comentário ou curtida.”

O que os une não é a aversão à tecnologia, mas a escolha consciente por uma vida menos mediada. Menos ruído. Mais foco. Mais autenticidade.

Inês, estudante de engenharia, diz que seu desempenho acadêmico melhorou justamente por não estar nas redes. Bruno, técnico de tráfego, fala sobre a liberdade de interações presenciais. André, professor, questiona o uso das redes como palco de vaidades. E Alexandre, treinador, reforça: “Sinto que ganho tempo, foco e paz.”

Esses jovens não vivem numa bolha. Enfrentam a pressão constante para “estar lá”. Às vezes se sentem fora das conversas, longe de certos círculos. Mas não cedem. Para eles, o silêncio digital é resistência. E também liberdade.

Vivem sem os filtros do Instagram, sem o barulho dos stories, sem a ansiedade do “ser visto”. E isso, segundo eles, os torna mais livres, mais produtivos e até mais felizes.

Apesar disso, não são radicais. Reconhecem que podem, no futuro, recorrer às redes por motivos profissionais. Mas deixam claro: se isso acontecer, será com limites — sem abrir mão da autenticidade conquistada.

O que esses jovens estão mostrando é que a vida fora das redes não é um retrocesso, mas uma alternativa legítima. Um lembrete de que a presença não depende de conexão Wi-Fi, e sim de atenção plena.

Num tempo em que tudo exige pressa, reação e performance, eles optam por algo revolucionário: existir fora da vitrine digital.

Fonte: CNN Portugal


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