Olhos diferentes, riscos reais: o perigo por trás da “cirurgia da cor”
A busca pelo “olhar dos sonhos” vem ganhando força nas redes sociais, impulsionada por influenciadoras como Maya Massafera e Andressa Urach. O problema? A técnica por trás dessa transformação — conhecida como ceratopigmentação, despigmentação por laser ou implante de íris artificial — carrega riscos graves e irreversíveis à saúde ocular.
De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, esse tipo de intervenção não tem lugar entre pessoas com visão saudável. A lista de possíveis complicações inclui infecções, inflamações persistentes, aumento da pressão intraocular, glaucoma, catarata precoce e até perfuração da córnea — resultando, em muitos casos, em cegueira parcial ou total.
Além disso, uma cirurgia dessas dificulta diagnósticos futuros e tratamentos essenciais, como exames de retina e operações para catarata. Em casos extremos, o pigmento ou dispositivo inserido pode comprometer permanentemente a córnea, exigindo até transplante.
E por que esse risco todo? A desinformação e a pressão estética têm convergido para um cenário perigoso: jovens, especialmente de pele escura, buscam olhos claros como se fosse uma nova tendência. Mas especialistas como a Dra. Wanessa Carneiro enfatizam que, ao mexer com um órgão sensível por “beleza”, estamos arriscando funções indispensáveis — visão, conforto e saúde a longo prazo.
Alternativas seguras?
Sim — e estão ao nosso alcance. Lentes de contato coloridas prescritas por oftalmologistas oferecem o efeito desejado sem invadir a córnea. Já próteses oculares são indicadas apenas para fins reparadores, e nunca cosméticos.
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